quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Victor

Como terapeuta em quimio-dependência, qual foi o caso mais assombroso,que tu enfrentastes no "Lar da Paz" ?
Foi com o Victor, 40 anos, um uruguaio que nos foi trazido pelo Ministério Público em Cacoal-RO.
Ele nos foi encaminhado após o Conselho Tutelar retirar-lhe a filha de 8 anos, os dois vivendo em condições precárias, abandonados pela mãe.
Depois que a filha lhe foi retirada ele parou de falar. Comportava-se como um autista mudo, olhar vidrado e distante e mal comia.
Estava conosco há quase um mês e não conseguíamos nos comunicar com ele e nem fazê-lo emitir nenhum som ou reação.
Até o dia em que meu filho caçula, Mateus, aproximou-se dele, estendeu-lhe a mão e disse: "-Paz do Senhor?" Após alguns segundos fitando o Mateus seriamente, Victor abriu um sorriso, e estendeu a mão devolvendo o cumprimento respondeu: "-Paz do Senhor". Os dois começaram a conversar e aos poucos Victor foi se recobrando e no final do programa nós o enviamos de volta ao Uruguai para buscar nova documentação e regularizar sua situação.
A última noticia que tive foi de um pastor uruguaio que estava ajudando-o e ligou-me para confirmar sua história.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

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Das Trevas para a Luz - final


Indo pra casa de recuperação numa Kombi caindo aos pedaços estávamos o Pr Wellinghton Antunes, fundador e diretor do trabalho do Desafio Jovem Peniel na época, eu, sentado no meio e meu acompanhante, o Dr Geraldo, também recuperado na entidade.
Haviam dito, antes de eu sair para Ariquemes-RO, que com uns quinze dias no programa eu poderia sair recuperado do vício. Então, com o orgulho do esforço próprio, tencionando ficar no máximo uns 10 dias, perguntei ao pastor qual o tempo mínimo que alguém já havia sido recuperado. Com toda a sua simplicidade e calma mineira ele respondeu: "- O tempo mínimo no programa é de seis meses".
Quase pulei da Kombi. Seis meses me parecia uma eternidade. Mas me calei pensando em dar o fora na primeira oportunidade.
Ao chegar no sítio tive uma sensação de miséria e abandono como nunca na vida. A casa de madeira era velha e feia, não havia luz elétrica e apenas um gerador de energia que funcionava 3 horas por noite quando não resolvia dar xiliques. Não havia água encanada. O banho era de canequinha com água meio barrenta retirada do poço que, quando secava, nos fazia andar mais de 150 metros para buscar água de balde num poço vizinho.
Não sei como me submeti àquela situação. O desespero e a vontade de sair das drogas acho que me levaria a encarar qualquer coisa, afinal eu estava a um passo do suicídio.
Depois de ser recebido e acomodado pelo obreiro Bebeto, a gentileza em pessoa e já falecido, aparelhado com uma enxada enorme e pesada, fui conduzido para a terapia ocupacional  com os outros internos.
Ao chegar no meio da turma que tinha umas sete pessoas o meu desespero aumentou. Um deles cantava um hino evangélico, outro gritava "Aleluia!" e "Glória à Deus!" e um outro virou pra mim e disse: "- Seja bem-vindo em nome de Jesus. Aqui Jesus vai mudar a tua vida".
Quase pirei e pensei: "Meu Deus! Vim parar no meio de gente mais doida do que eu! Isto não vai dar certo".
Eu não gostava de crentes. Achava-os um bando de alienados (e alguns são mesmo). Tenho que dar o fora logo daqui, pensei.
Mas depois de alguns dias comecei a notar algo diferente na maioria dos internos. Eles eram pessoas que tinham uma alegria verdadeira e uma paz que eu sempre havia procurado e nunca encontrado. Comecei a invejá-los. Quando perguntados atribuíam tudo ao seu relacionamento pessoal com Jesus. Comecei a ficar curioso. Eu tinha religião mas não era nada parecido com aquilo.
Uma tarde, quando todos estavam nas tarefas, saí sem ser notado e entrei no alojamento. Estava só e parece que havia uma atmosfera eletrizada, como um parto prestes a acontecer. Despido do meu orgulho como alguém que se entrega ao cirurgião, e escondido entre os beliches, ajoelhei-me no canto do alojamento e fiz o que acho ter sido a primeira oração real da minha vida. Eu disse: "Deus, se tu existe de verdade, muda a minha vida. Arranca essa angústia da minha alma e me faz uma pessoa diferente!" e arrematei, hoje grato por Deus não levar em consideração a nossa ignorância teológica: "-Eu te dou vinte dias, Deus. Se em vinte dias não acontecer nada diferente na minha vida eu vou embora daqui e nunca mais quero saber de nada a teu respeito!"
Não sei direito como aconteceu mas dois dias depois eu acordei cantando um hino. Desconfiei que era influência do ambiente e até me vi brega e "decadence" mas não importava. Havia alegria em mim. Um fio de esperança balançava sobre a minha vida.
Nos dias que se seguiram, nos momentos de leitura bíblica e meditação, as palavras da bíblia tinham um outro sentido. Pareciam falar diretamente comigo e eu tinha fácil entendimento delas, e eu já havia lido a bíblia antes. Parecia que Deus falava sentado ao meu lado ensinando o sentido verdadeiro de cada passagem. Eu vibrava, como alguém que havia encontrado um tesouro.
Quando descobri então sobre o louco plano da salvação, entreguei-me completamente à esse Senhor amoroso e compreendi que algo tão valioso não poderia ficar escondido comigo...o mundo deveria saber disso.
Revelações novas continuavam vindo e continuam até hoje e as conhecidas se aperfeiçoam e ganham um novo enfoque e perspectiva a cada dia. O interessante que na minha turma de internos as discussões e desavenças não eram por coisas comuns da vida e sim por interpretações divergentes da bíblia. Grande turma aquela. Alguns tornaram-se missionários, outros pastores e servos fiéis.
Tudo o que relato aqui é de forma resumida. Muitas coisas relevantes aconteceram e que ocupariam muito espaço e infelizmente as pessoas não têm mais paciência para ler um texto muito longo. Quando relato meu testemunho nas igrejas consigo expor de forma mais diversificada e completa.
Paralelamente Deus fazia a obra na minha familia. Ao terminar o programa e retornar para casa encontrei minha esposa convertida e freqüentando uma igreja batista. Eu havia voltado pra dizer que sairia pelo mundo para ser um pregador da Palavra de Deus, sem salário e totalmente dependente de Deus e que eu iria começar pelo centro de recuperação pois lá carecia de obreiros. Temi pela resposta dela mas ela disse: "-Vou com você pra onde você for". (Yesssss!!!)
Estamos há 17 anos trabalhando com recuperação e tívemos o privilégio de fundar e dirigir igrejas e centros de recuperação e vermos centenas de pessoas libertas e salvas e também vê-los crescer e tornarem-se servos abençoados, pastores e missionários. Muitas coisas "inacreditáveis" aconteceram neste tempo que ocupariam um livro para serem relatadas e com o tempo serão.
Bendito seja o Deus e Pai do Nosso Senhor Jesus Cristo que nos fez filhos e nos vocacionou e nos ungiu para tão nobre trabalho no qual tudo proveu e nunca nos deixou faltar coisa alguma.
A Ele seja a Glória eternamente!

Pr Julio Soder

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O muro e as portas


Os muros que servem de proteção podem tornar-se também uma prisão religiosa.
Reflexão sobre a reconstrução dos muros de Jerusalém por Neemias na Igreja Peniel B.A. em Contagem-MG em 06/12/2009.

18 Mb - 40 min


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Pr Julio Soder

Das trevas para a luz - Parte 2


...Continuação.

Chegamos em Rondônia em 1984.
Eu, Elenir, Maita, nossa filha de quase um ano e um amigo, sócio, relojoeiro e viciado como eu.
Fomos morar bem no interior, fora do eixo da BR 364, numa cidade que estava começando, Alta Floresta.
Eram seis meses de seca e seis meses de chuva, poeira e barro, muito calor e condições precárias. Tudo era muito caro e também cobrava-se caro por qualquer serviço.
Havia trabalho pra todos, muita madeira, muito ouro e muita cocaína pura. Era a economia da região na época.
Montamos a relojoaria que logo começou a prosperar mas dinheiro na mão de viciado é vento.
Logo conhecemos os "malucos" do lugar. A cocaína atrai gente diferente do usuário de maconha. Ali cheiravam abastados comerciantes, políticos, fazendeiros e gente "respeitável" da cidade. As reuniões para curtir parecia um evento familiar.
A quantidade e a freqüência de uso foram aumentando gradativamente e eu não percebia que estava afundando. Quando queria droga em quantidade e qualidade maior e mais barata era só ir à Bolívia, à cerca de quatrocentos quilômetros dali, distância pequena para uma região enorme. Fiz esse trajeto várias vezes.
Eu só trabalhava "doido", quase não dormia e comia pouco. Compromissos profissionais descumpridos, dívidas no banco, com a colaboração do plano cruzado do Sarney e vivendo em função da droga, em menos de três anos a falência financeira e moral batia à porta.
Então, em 1987, eu, Elenir, Maita e Lucas, nossos filhos, mudamos para Cacoal, apenas com as ferramentas para a fabricação de jóias a fim de recomeçar a vida.
Foi uma ilusão achar que a mudança de lugar mudaria a minha vida. O problema estava comigo; eu era o problema.
Foram mais sete anos de dores e ranger de dentes. Tive overdose quase letal algumas vezes. Agora eu não cheirava mais; eu injetava; o efeito era maior. Naquele calor da Amazônia eu vestia manga comprida para esconder as picadas nos braços.
Propositadamente omito aqui as circunstâncias, as peripécias e os detalhes escabrosos deste tempo. Isto ocuparia um livro e não tenho prazer nenhum em relembrar a sordidez dos meus pecados.
Sinceramente tentei largar as drogas várias vezes. Mas meus esforços duravam pouco. Se com a cocaína era ruim, era pior sem ela. O grito silencioso e angustiante da alma estava lá e agora, mais desesperado.
Pensei em suicídio muitas vezes. À princípio parece uma idéia absurda mas a falta de uma solução eficaz vai tornando-a aceitável.
Apesar de minha vida conjugal e familiar estar indo de mal a pior eu os amava. Eles sofriam e a culpa era minha. Decidi acabar com aquele sofrimento. Eu suicidaria naquela noite. Bastava tomar uma pequena quantidade de cianureto, substância que eu utilizava na fabricação de jóias.
 Eram 9 horas da noite. Eu já tinha usado muita cocaína e bebida e esperava todos dormirem para tomar o veneno. Minha esposa ia passando pela sala e eu disse a ela: - Hoje os teus problemas vão acabar!
Ela saiu pelos fundos e eu só fiquei sabendo meses depois que ela pressentiu algo de muito ruim e foi falar com uma vizinha crente, que ligou pra outra crente e não sei por quantos crentes passou até que às 11 horas daquela mesma noite a Dra Raquel de Carvalho, médica e crente de verdade entrou na sala da minha casa.
Ela é pequena, de voz mansa e autoridade inquestionável e perguntou-me: -Você quer sair desta vida?
Mostrei-lhe os braços todos marcados pelas picadas e disse: - Pra mim não tem jeito mais.
Ela olhou pros meus braços e disse: Isto é muito pouco pra Jesus, meu filho. Que ir para um lugar onde você possa ser ajudado?
Eu disse: Quero, vou morrer mesmo. (Que mal faria?! Eu já estava morto mesmo).
Aquela mulher me amou sem nunca precisar dizer "eu te amo". Ela pagou a minha passagem, pagou uma pessoa para me levar e ajudou a sustentar minha familia enquanto eu estava no programa de recuperação e ajuda até hoje. Não somente pelo que ela fez por mim mas pelo que vejo na vida deles, Credival e Raquel de Carvalho são os crentes mais legítimos que conheço. E eles nem "falam em línguas" e nem precisam.
Então, no dia de "Finados" do ano de 1993, cheguei na Casa de Recuperação do Desafio Jovem Peniel na cidade de Ariquemes em Rondônia.

Continua...


Pr Julio Soder

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Das trevas para a luz - Parte 1


Fui viciado em drogas durante vinte anos. 
Ninguém se torna viciado do dia para a noite.
Viciados não são hipócritas. Eles reconhecem a profundidade da sua dor e buscam uma solução a qualquer custo; e acabam adquirindo uma dependência na tentativa de aplacar os efeitos angustiantes da ausência de Deus, o verdadeiro pecado.
Experimentei muitas coisas tentando calar o grito silencioso e angustiante da minha alma.
Aos 12 anos eu já bebia muito. Era um sinal de hombridade na cultura jovem onde eu crescia. Dava um certo "satus"; mais um aditivo amortecedor da angustia, apesar das consequências nauseantes.
Aos 16 (hoje os jovens são iniciados bem mais cedo), conheci a maconha no lugar onde a maioria dos jovens são iniciados nas drogas: na escola. Não queria e nem pensava em me tornar um viciado mas temi ser rejeitado pela turma que me ofereceu o "baseado". Eles eram os únicos que eu me identificava, que sofriam as mesmas angústias e questionamentos meus. Angustia + solidão deveria ser uma associação terrível, pensei.
Havia também uma multi conspiração ao nosso redor. Pink Floyd e Led Zeppelin estavam no auge na época, conclamando a juventude à busca de algo que ninguém sabia direito o que era. As meninas só queriam estar com os maconheiros. Elas consideravam a gente "cabeça" e a expressão "sexo, drogas e rock' roll" marcaram bem aquela época.
Minhas notas na escola foram caindo e o vocabulário também. Quando maconheiros reunidos e "chapados" conseguirem articular "falôu!", Sóóó!" e "pode crê!" já é um tratado filosófico.
A frequência de uso foi aumentando aos poucos, novos usuários surgiam aos montes e o que antes era de graça agora era pago e caro.
Os valores morais e os limites em que fui criado por meus pais foram ruindo. Mentiras e pequenos furtos em casa eram constantes para manter o vício.
Consegui terminar o 2º grau com notas mínimas em algumas matérias.
Antigos amigos e companias foram substituídas por gente mais comprometida com o universo das drogas. Com a convivência cada vez mais assidua com a criminalidade minha ousadia e malignidade começaram a aumentar até ser preso e condenado a três anos de prisão junto com uma "galera".
A prisão é um terror e aquele tempo que lá passei e as peripécias daquele lugar merecem um capítulo à parte...ou nem merecem.
Quando saí da prisão decidi sair pelo Brasil e tentar uma nova vida.
Cheguei no Paraná onde conheci minha esposa.
Mas só o lugar era novo. Por dentro eu ainda era o mesmo. E aquele grito silencioso e angustiante da ausência de Deus continuava ali e, cada vez maior...
Em pouco tempo lá estava eu reunido com os mesmos tipos. Havia uma espécie de identificação e atração mútua.
Mais temeroso depois da prisão comecei a traficar maconha do Paraguai. Eu não gostava de crimes. Gostava mesmo era da droga. Arrisquei a liberdade e a vida vária vezes atravessando a ponte da Amizade, na divisa de Foz de Iguaçu com o Paraguai. Muitas vezes levava minha esposa comigo. Ela suportava tudo por mim. Ela me amava como até hoje.
Aprendi a profissão de ourives para despistar a atenção sobre o tráfico e comecei a gostar da profissão. Tornei-me um bom joalheiro e, sabendo da corrida do ouro e madeira no estado de Rondônia, mudamos para lá no início da década de 80.
Foi ali que o verdadeiro inferno começou.
Ali abundou o pecado mas também superabundou a graça, mas não sem antes mergulhar em densas trevas.

Continua não sei quando...

Pr Julio Soder

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Uma guerra religiosa



A perseguição aos judeus e a sua luta vista como uma guerra religiosa com o objetivo de destruir Israel e varrer a memória de Jeová da face da terra.
Uma reflexão em um texto do livro de Neemias por ocasião da reconstrução dos muros de Jerusalém.


24 Mb - 26 min


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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lança a tua rede


A palavra, a fé e a obediência abordados numa reflexão do texto de Lucas 5:1-11, "a pesca maravilhosa", na Igreja Peniel B.A. em 29/11/2009.

23Mb - 25 min


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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A terra por si só frutifica


Pequena reflexão sobre a nossa preocupação em fazer e ajudar a planta a produzir o seu fruto; ato que só tem nos cansado e desanimado.
Deus usa trabalhadores mas não precisa de ajuda.

6 Mb - 13 min



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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Antes que as pedras clamem!

Os tempos são difíceis. Urge que o povo se mobilize. Não dá para virar o rosto como os religiosos da Parábola do Samaritano. Contudo, faltam profetas !

Precisa-se de profetas mostrando a impotência dos rituais religiosos para mudar realidades. Mas eles devem ter a coragem de Isaías para proclamar: “Parem de trazer ofertas inúteis!... Não consigo suportar suas assembléias cheias de iniqüidade... Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei !” (Is 1.13) Requerem-se profetas com o dedo em riste , avisando que o jejum que Deus quer não é abstinência de comida, mas o esforço para se restabelecer a justiça : “Será esse jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinza ? É isso que vocês chamam de jejum, um dia aceitável ao Senhor ? o jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça , desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo ? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado , vestir o nu que você encontrou , e não recusar ajuda ao próximo?" (Is. 58.5-7).

Precisa-se de profetas que fujam da picada da mosca azul. O Brasil carece de homens que não tenham preço. É necessário surgirem profetas que, a exemplo de Micaías, não permitam que seus nomes constem na folha de pagamento dos poderosos. Josafá, rei de Judá, desejou firmar uma aliança com o rei de Israel, mas antes procurou consultar a Deus. Acabe tinha cerca de 400 profetas assalariados. Josafá se intrigou com a unanimidade e pediu para se aconselhar com alguém independente. Havia Micaías, que estava preso. Ao buscá-lo, o mensageiro advertiu: “Veja, todos os outros profetas estão predizendo que o rei terá sucesso. Sua palavra também deve ser favorável”. Micaías, porém, respondeu: “Juro pelo nome do Senhor que direi o que o SENHOR me mandar” (1 Rs 22).

Precisa-se de profetas que não alicercem seus ministérios em manifestações sobrenaturais de sinais, mas que estejam contentes de poderem transmitir a verdade de Jesus. Que sejam como João Batista, pois nenhum milagre se fez por intermédio dele, mas tudo que ensinou a respeito de Jesus era verdade (Jo 10.14) . Quem dera se mais homens falasse como Paulo : “Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria, nós, porém , pregamos a Cristo crucificado, o qual , de fato , é escândalo para os judeus e loucura para os gentios , mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e a sabedoria de Deus" (1 Co 1.22).

Precisa-se de profetas que saibam lamentar como Jeremias e chorem porque o processo de evangelização brasileiro priorizou salvar almas e não pessoas; prometeu o céu, mas descuidou em gerar ações trasnformadoras da história, gastou recuros financeiros em proveito da própria instituição e desperdiçou oportunidades de ser referência ética. O Brasil precisa de mais profetas chorões. Só eles saberiam fazer a espiritualidade ser mais solidária com os miseráveis da terra.

Os dias são difíceis. Oremos para que se levantem pregoeiros da justiça antes que as pedras comecem a clamar.

Pr. Jonas Santos 
 

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A graça da garça

Fonte : Púlpito Cristão

O mair evento humano


Mensagem baseada no Livro de Cantares por ocasião do Casamento de Frederico e Gabriela, na Igreja Peniel B.A., em Contagem-MG, em 21/11/2009.


15,7 Mb - 17 min





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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Eles estão vindo


Eles vêm, meu caro. Impávidos. Não aceitam os céticos, quando o assunto é a natureza humana. Nem os crédulos, quando falam numa redenção sobrenatural e gratuita.

Eles vêm, minha amiga. Resolutos. Não vão tolerar no seu ventre o fruto dos seus sonhos. Nem a você como sacerdotisa de uma família autônoma. No máximo, uma burocrata. Rígida, estéril.

Eles vêm, meu distinto senhor. Enfurecidos. Não vão tolerar as máquinas ligadas por muito tempo para sustentar sua vida caso um derrame lhe acometa. Nem a esperança daqueles que crêem na sua recuperação.

Eles vêm, minha senhora. Despudorados. Com recursos fartos para suas orgias públicas, mas não ouse reclamar. Nem se oponha a aliciação de seus netos nas escolas, nas falsas igrejas, nem nos prostíbulos de conspiração política.

Eles vêm, reverendo. Sagazes. A imanência é a nova ortodoxia. Nada de vocações autênticas, de inspirações e ministérios espontâneos, nada de zelos teologais. O cânon é o deles, o índex, e o loteamento. Na terra, e só da terra.

Eles vêm, artista. Solícitos. Mas desde que a sua subjetividade se torne assunto de estado. Sua alma agora é panfleto, seu amor, megafone, seus pincéis, armas de fogo.
Não ouse desafinar enquanto é executada a sinfonia da supressão do espírito.

Eles vêm, trabalhador. Avarentos. Não vão tolerar outros patrões diante deles, e só a eles você prestará serviços. O profissional liberal, outro herege. As fornalhas esperam os submissos, para mover a máquina; e os rebeldes, lenha viva.

Eles vêm, cientista. Decididos. Cuide do seu relatório, pois os céus e os sóis, agora, são deles funcionários. A grande desculpa, para tudo controlarem, para tudo regularem, para tornar o círculo um quadrado.

Eles vêm, homem livre. Ardilosos. Omitindo informações. Falseando a realidade. Pervertendo o direito. Sufocando a fluidez da vida. Enaltecendo as equações frias da ideologia psicótica.

Ele vêm, meus prezados e minhas prezadas. Para construir o reinado do anticristo. A era da mentira.

E você, vai para onde?

Extraído de Profeta Urbano

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Melhor é serem dois do que um...


Nem Deus é sozinho...
Ele mesmo constatou: "Não é bom que o homem esteja só".
Melhor é serem dois do que um - reflexão baseada no texto de Eclesiastes na Formatura do Curso de Noivos na Igreja Peniel B.A. em Contagem em 14/11/09.

22 Mb - 24 min                                                                           

                                                                                            

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foto da dupla musical "Dois em Um" (Novelli)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

TTB - Introdução a Bíblia; A sua Importância


Ouça os programas periódicos.
São de grande riqueza espiritual.

Programa nº 1:
Introdução a bíblia; A sua Importância
30 min


OUÇA - CLIQUE AQUI


Fonte: TTB

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CURTAS & GROSSAS do Pastor - 4


"Bitolado" é o sujeito que tem respostas pra tudo.

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Discordar não é intolerância. Intolerância é tentar impedir as pessoas de manifestarem o que pensam.


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Saramago: "Deus não existe fora da cabeça das pessoas" - Donde se conclui que quem não crê na sua existência não tem cabeça.


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Comentário no site do Senado à respeito da enquete - PLC 122/2006: 
Srs. Senadores da República Federativa do Brasil,
Em referência à enquete à respeito da PLC 122/2006 que esta casa apresenta em seu site:
Devido aos acontecimentos recentes em falha de segurança alegada pela própria casa e aos acontecimentos éticos julgados recentemente por esta casa, a população brasileira não acredita mais na integridade e na lisura do resultado de tal enquete.
Com vergonha dos representantes de meu país,
Julio Soder


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O socialismo é um sistema perfeito de igualdade. Torna todos pobres em todos os aspectos.


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Deus de verdade é o que ressuscitou. O resto é filosofia...


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A expressão "DITADURA DE ESQUERDA" é uma redundância. A esquerda não subsiste se não for uma ditadura.

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O que muitos pensam que é apenas política na verdade são ideologias, sofismas e ardis do inimigo que se levantam contra todo o conhecimento de Deus.



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Amantes de si mesmos


O evangelho centralizado no "eu" faz de Jesus nosso "seguidor", a fim de nos proprorcionar prazer "espiritual" e emocional, que funciona como uma droga cujos efeitos não são permanentes.
Palavra pelo Pr Julio Soder em 08/11/09 - Contagem-MG


35 Mb - 38 min


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sábado, 31 de outubro de 2009

Tentativa de Suicídio no Centro de Recuperação


Estava quase cochilando, depois do almoço de domingo, quando Ernanio ligou despertando-me imediatamente:   -"Pastor, o Ledir tomou veneno!".

Acho que era por volta do ano de 2002, na cidade de Cacoal, em Rondônia, região conhecida como "Amazônia Legal". Eu dirigia os programas terapêuticos da Fundação Vida Nova, uma entidade filantrópica que existia pela graça de Deus através do amor, trabalho e sustento de Credival e Raquel Carvalho, um casal de médicos, autênticos cristãos a serviço do Reino de Deus.
O centro de recuperação era na saida da cidade, já zona rural. As condições eram precárias, a estrutura deficiente e os recursos escassos. Apesar de já haver sido emitida uma regulamentação pela Anvisa, as comunidades terapêuticas ainda estavam em fase de adaptação e, além disso, os orgãos fiscalizadores, juízes, ministério público e até a prefeita, davam graças a Deus por existir gente como nós, que se importava, amava e sabia como fazer a recuperação, tirando das costas deles esse trabalho, feito voluntariamente e sem recursos públicos.

Ledir era viciadão; tinha 22 anos. Estivera internado conosco muitas vezes. Saia, depois de algumas semanas internação, sem concluir o programa, e retornava só de calção e alucinado, embora eu tenha dito a ele, em todas as vezes que ele saira, que nunca mais o receberia. "Conversa de pastor".
Nesta última vez que ele retornou as alucinações demoraram um pouco mais a passar. Ele havia balbuciado algumas vezes que alguém "estava tentando matá-lo" e "vou me matar". Nós, eu e os monitores, já tínhamos ouvido aquilo dele muitas vezes e não demos muita atenção.
Naquele domingo, após o almoço, Ledir passou por Ernanio, o monitor de plantão, e disse: "-Tomei veneno". Ernanio, conhecendo-o, não ia dar atenção mas sentiu o cheiro da química forte e confrontou-o imediatamente. Então saiu apressadamente em direção à casinha de ferramentas e encontrou um frasco vazio de Karatê, um piretróide, organoclorado, que não tem antídoto e imediatamente me ligou.
Apesar das condições precárias não havia desculpas para uma falha tão grande  na segurança de pessoas que não eram responsáveis por seus atos na situação em que estavam. Ninguém da equipe terapêutisa sabia da existência daquele produto e a porta da casa de ferramentas não tinha tranca.

-"Ponha o Ledir no carro e leve voando para o hospital. Te encontro lá!"

Ernanio teve o bom senso de levar o frasco vazio. Encontrei-o na portaria. Ele parecia assustado.
Entrei na sala de emergência e senti a tensão do ambiente. Havia quatro enfermeiras e o médico atendendo o Ledir; três delas tentavam segurá-lo enquanto uma fazia a lavagem estomacal. Ele era um rapaz forte apesar de usuário de drogas; foi difícil segurá-lo.
O Dr Paulo Elifas, médico de plantão, morador antigo da cidade e muito respeitado, chamou-me de lado e disse: -"O senhor pode avisar a familia e preparar-se para o pior. Estou apenas fazendo o procedimento de praxe mas isso não vai adiantar muito devido ao tipo de substância, o volume e pelo tempo que ele ingeriu. Não há mais o que fazer".
Naquele momento senti um peso enorme na alma. Confesso que não pensei somente na vida do Ledir; pensei também na repercussão que ia dar se ele morresse; pensei no processo que daria sobre a entidade e sobre mim; eu era o responsável; pensei no nome dos cristãos e da igreja, pensei no centro de recuperação fechando...o que seriam daquelas vidas. Pensei em tanta coisa...mas eu era o responsável; tinha que fazer alguma coisa!

De súbito eu disse ao médico: -"Pois o senhor faça tudo o que tem que fazer. Eu vou pra casa clamar ao meu Deus e ele mostrará que tem poder!". O Dr Paulo Elifas fez um muxôxo de indiferença; ele não cria em nada daquilo que eu disse e até eu tinha minhas dúvidas mas era o que eu sabia, podia e devia fazer.

No carro de volta pra casa eu delirava: -"O que eu fui dizer?".

Em casa clamei! Clamei e reclamei! Clamei pela minha vida,. pela do Ledir, pela obra, e até por uma provável fé futura da equipe do hospital pois eu havia dito em alto e bom som que Deus me atenderia. Esbravejei: -"...e agora eu já disse, eu já falei que O Senhor cura!".
Entreguei...eu fizera tudo que sabia e podia. Descansei. Agora era esperar.

Dois dias depois Ledir saiu andando e rindo do hospital. Tratei-o afetuosamente mas depois dei uma bronca nele pelo susto que nos deu.
O Dr Paulo Elifas hoje é convertido e diácono da Primeira Igreja Batista de Cacoal-RO.
A última noticia que tive do Ledir é a de que ele era obreiro numa casa de recuperação em Ji-paraná-RO.

Pr Julio Soder

sábado, 24 de outubro de 2009

Pisoteando o sangue dos mártires



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A igreja cristã sempre despertou sentimentos negativos nas pessoas. Desde o seu surgimento, no livro de Atos dos Apóstolos, tem sempre alguém se levanta contra ela. No episódio da conversão de Paulo vemos que aqueles que perseguem a igreja perseguem o próprio Jesus (At 9.4). O próprio Paulo lembra isso ao Coríntios em 1 Co 12:27. Os livros de história da Igreja mostram claramente que perseguições aos que servem a Cristo de verdade sempre existiram e infelizmente sempre vão existir. Aliás, 2 Timóteo 3:12 declara: “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”. Ser perseguido faz parte de ser cristão.
Mas essa perseguição tem várias maneiras de acontecer. Quem está familiarizado com os ministérios que trabalham com a chamada “igreja perseguida”, como Portas Abertashttp://www.portasabertas.org.br/ ou A voz do mártireshttp://www.vozdosmartires.com.br/ conhece o assunto mais de perto. Em grande parte do mundo nos dias de hoje a perseguição aos cristãos é algo real e cotidiano. Seja por motivos étnicos, políticos, teológicos ou simplesmente ódio ao nome de Cristo, pessoas são presas e mortas diariamente por causa da sua fé em Jesus. Por que isso ocorre? Porque o mundo não pode suportar a mensagem do evangelho.
Para a maioria das pessoas no Brasil, no entanto, essa questão é pouco relevante ou mesmo irrelevante. Na minha experiência dentro da igreja evangélica brasileira a maioria das pessoas acha que essas coisas não existem mais, que são experiências do passado. Muitos ainda criticam quando se fala sobre esses irmãos que sofrem por Jesus, alegando que lhes falta fé. Já ouvi alguns absurdos de pessoas que não tem noção do que realmente acontece no mundo. Parte desse desconhecimento e das críticas infundadas é por causa da teologia que parece predominar nos dias de hoje.

Com as mentiras sobre prosperidade e bênçãos constantes para todo aquele que seguir a Jesus se espalhando cada vez mais na TV e nos púlpitos, não é difícil entender porque falar de mártires é algo raro ou estranho para nós. Não é segredo que a Brasil vive um período de falta de exemplos, ausência de um herói nacional ou alguém que inspire sentimentos mais nobres no povo em geral. Isso já foi inclusive matéria de alguns jornais de revistas nos últimos anos. Seja no esporte ou na política, a impressão vigente é que não se fazem mais heróis como antigamente.

Isso também se reflete na igreja, ainda mais em uma cultura acostuma a procurar messias e esperar soluções imediatas de alguém de fora para os problemas que enfrentamos. A dura verdade é que a perseguição por causa de Cristo continua existindo e é crescente em alguns lugares do mundo. Inclusive no Brasil. No século 20, por exemplo foi registrado provavelmente o maior número de martírios da história. Esse é o argumento do livro By Their Blood: Christian Martyrs of the Twentieth Century de James C. Hefley e Marti Hefley(http://www.amazon.com/Their-Blood-Christian-Martyrs-Twentieth/dp/0801043956). Segundo esses autores dessa obra de 672 páginas a perseguição não está diminuindo, mas tende a aumentar. Usando noticias de jornais, levantamentos históricos e relatórios de agencias especializadas eles desenham um quadro em nada animador do presente e do futuro daqueles que decidiram seguir a Cristo de verdade.

Mas o mais impressionante disso é saber que essa perseguição pode ser revelada de muitas formas. Percebo que em muitos países vem surgindo há algum tempo um sentimento diferente. Basta ler o que se escreve sobre cristianismo hoje em dia, as constantes lutas declaradas entre setores da igreja que aceitam e os que rejeitam por exemplo, a homossexualidade como normal ou natural. Grandes contendas em denominações históricas vem acontecendo e tendem a continuar acontecendo. No Brasil, em especial nos blogs, podemos perceber um outro aspecto dessa divisão interna do cristianismo. Graças aos excessos, heresias e simples bobagens que são ditos em nome de Jesus, hoje em dia é fácil criticar a igreja, o corpo de Cristo. E assim as pessoas acabem confundindo o que significa realmente ser cristão e quem realmente se preocupa com a mensagem da salvação. E pior, muitas vezes as criticas surgem dentre os próprios cristãos pelo simples motivo de não se pensar da mesma maneira. Para alguns “cristãos” hoje em dia tudo aquilo que leva o nome de evangélico merece desprezo, todos os pastores são lançados na vala comum dos pilantras, aproveitadores e vigaristas e todo local que usa o nome de igreja deveria ser fechado. Alegam que está tudo errado e que deveríamos ir para outros locais louvar a Deus e acabar com a evangelização.
Embora haja muitos argumentos sólidos e motivos reais de preocupação pelo que uma minoria tem feito, essa perseguição ideológica não se sustenta. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento da realidade da vida que os cristãos de países como China, Coréia do Norte e Sudão deveria sentir-se mal pelo que é dito em terras brasileiras por esses “cristãos”. Enquanto lá e em muitos outros países anseia-se pela liberdade de culto, aqui essa minoria reclama da existência das igrejas. Enquanto lá se deseja ardentemente ter acesso a literatura evangélica e material para a edificação da fé, aqui se reclama do excesso de material e se despreza tudo o que pode parecer “lavagem cerebral”. Enquanto lá seguir a Cristo ou anunciar sua vinda pode custar a vida, aqui falar sobre isso é fanatismo ou ignorância.
Não estou exagerando, tenho vivido isso. Por exemplo, dias desses fui abertamente criticado por uma pessoa de minha própria denominação porque contei que estava pregando o evangelho num local de minha cidade parecido com a antiga FEBEM, que visa a recuperação de menores infratores. Essa pessoa iniciou um discurso sobre liberdade de culto e separação entre Igreja e Estado, mas no fim apenas disse que não gostava da idéia de ver o evangelho ser “imposto”. Considerando que ela nunca esteve na prisão nem conhece a realidade dos menores que atendo posso dar um desconto. Eu sei e muitos deles admitem que precisam muito do perdão e da graça de Deus, que seus crimes e vícios tem um preço alto aos olhos da sociedade e que tudo o que mais desejam é recomeçarem suas vidas, literalmente um novo nascimento. E quem conhece a Bíblia sabe que somente o evangelho de Jesus pode oferecer isso a eles. Acabo concluindo que muitas vezes o mundo está mais preparado para ouvir o evangelho do que a igreja está pronta para anunciá-lo.
A questão toda é que a mensagem que chega na mídia quase sempre envolve um outro evangelho. Um evangelho que despreza os princípios mais básicos do cristianismo e associa igreja, pastores e evangélicos a trapaças, intolerância, desonestidade, ganância e manipulação. Fazer isso é pisotear no sangue dos mártires, pessoas em todo o mundo que ao longo da historia derramaram seu sangue por causa da mensagem de Cristo.
Enquanto em muitos países fé não pode ser dissociada da vida, aqui muitos insistem para não se misturar o “sagrado” e o “profano”. E infelizmente o sentimento crescente é o de cristãos que se voltam contra cristãos, é de um outro evangelho sendo pregado no lugar do evangelho de Cristo, é de ver aquilo que a Bíblia ensino ser substituído por experiências e opiniões pessoais. Não me iludo a própria Bíblia disse em 2 Timóteo 4:3-5 “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.
Sim, o sangue dos mártires está sendo desprezado e pisoteado toda vez que o evangelho é usado para beneficiar alguém, para enriquecer algum homem ou igreja, para se anunciar algo além da salvação em Cristo. Mas o mesmo ocorre toda vez que as mesmas pessoas que deveriam estar preocupadas com isso preocupam-se apenas em criticar a liberdade que temos e aqueles que anunciam as boas novas de salvação.


Fonte: Blog dos 30




terça-feira, 20 de outubro de 2009

CURTAS & GROSSAS do Pastor - 3



 A lista de coisas que escandalizam os crentes tem uma escala de valôres, no mínimo, estranha ao Reino. Tanto os escândalos quanto as lágrimas têm sido produtos da conveniência.






Pela prática da Igreja, parece que Deus ama o pecador incondicionalmente até ele converter, depois disso, o crente, para continuar a ser amado, tem que entrar no padrãzinho de santidade da comunidade cristã...então começa o inferno de novo!



O Islamismo promove, hoje, a vingança das cruzadas. É a nossa hora de morrer...cristão bom é cristão morto, em todos os sentidos.



Embora muitos achem o Julio Severo um paranóico, suas projeções a respeito do homossexualismo estão se cumprindo.



Continuo achando estranho por que a perseguição e violência aos cristãos no Oriente é tão pouco divulgada enquanto aqui basta mencionar algo contra o espiritismo ou associar homossexualismo ao pecado para ser processado.



Acho que só uma grande crise poderia purificar e libertar a igreja desta infame e ordinária teologia da prosperidade...e ela virá; quem viver verá...e chorará. Depois se regozijará em depender da provisão diária, "o pão nosso de cada dia".



O missionário é a pessoa mais feliz e mais "cabeça" do mundo. Ele não se importa com detalhes e diferenças culturais das pessoas. Ele vê as pessoas como alvo do amor de Deus. É por isso que ele não aguenta ficar muito tempo na congregação. 



Pastor como politico pode acarretar três coisas: O rebanho fica mal assistido ou o povo fica mal servido ou os dois.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Jesus' pantyfans


Bráulia Ribeiro

Já faz algum tempo que briguei com as reuniões de oração evangélicas. Me sento em protesto nauseado que as músicas desfilam um corolário interminável de "Eus" e "Meus". Fiz uma análise textual das "dez mais" da adoração aqui na base das igrejas que visitamos, provando gramaticalmente, semanticamente, sem sombra de dúvidas (penso eu) que o centro gravitacional de todas elas é sempre o EU e nunca Deus, apesar de parecerem tão piedosas. Mostrei (também penso eu) de maneira inequívoca que a divindade adorada por estas canções pseudo-evangélicas não é o Senhor dos Exércitos, mas um deus subserviente cuja única preocupação real é deixar o adorador feliz, realizado, num estado de êxtase orgásmico. Nada mais. Este deus não lhe requer nada, não lhe diz nada, não chama o adorador para fora do seu Eu-narcísico. Não lhe mostra o pobre, a guerra, a dor, o amor no outro. Se contenta em acalentar-lhe o ego e se sente apaziguado quando ouve repetidas vezes elogios pobres à sua capacidade infinita de tornar o adorador indiferente e feliz.

Somos o que cremos, somos o que cantamos também. Se cantamos só a nós, mergulhamos em nada além de nós. Ao invés de seguidores de Jesus hoje somos Jesus' pantyfans, verbete internético não pejorativo que se refere a fãs que jogam calcinhas em palcos. Somos "adoradores" ousados, exagerados, aparentemente por Jesus, mas no fundo em busca do êxtase individual nada mais. Cantamos até atingirmos o nirvana evangélico do nada além de meu budista, gordo e satisfeito.

Trecho de texto de Bráulia Ribeiro, publicado na revista Eclésia n. 137, p. 52-53.

Extraído do Blog da Maya

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Presença e não livramento!


Os anos me ensinaram que um bom processo de aprendizagem envolve não apenas a reflexão, mas também repetição. A mera reflexão sobre algo, não significa o seu aprendizado.  A repetição sem reflexão, apenas  faz-nos máquinas estúpidas de decorar informações. Pois bem, depois de refletir, sugiro que repitamos tanto quanto necessário for, as seguintes afirmações:
  • A fé em Deus e a relação com ele, não é garantia de privilégio contra as vicissitudes da existência. Andar com Deus não é um passaporte para a imunidade de dores e sofrimento. Portanto, quando coisas ruins não esperadas começarem a acontecer, por mais trágicas que sejam, não se pergunte: por que eu?;  levando em consideração que sua fé não faz de você um privilegiado, aprenda a se perguntar: porque não comigo? Vacine-se contra o pensamento escondido no inconsciente, de que sua relação com Deus o coloca debaixo da obrigação de fazer da sua vida um exemplo de paz, saúde, prosperidade e felicidade.
  • É fato! Muitos textos da bíblia parecem nos sugerir que aqueles que nele confiam, não serão abalados, afligidos, tocados. Lembro que Jesus, pelo menos para os cristãos, é a referência a partir da qual toda a escritura deve ser lida. A narrativa de Jesus sobre Deus, nos diz que a promessa do Pai é de estar presente no deserto conosco, não a de evitá-lo. A falsa narrativa vigente, embora com cheiro de bíblia, nos diz: confie em Deus e o sirva e então ele vai abençoar você.  A narrativa de Jesus nos afirma: na vida vocês terão problemas, aflições, dores, desertos, sofrimentos justos e outros estupidamente inexplicáveis, mas confiem em mim, eu estarei com vocês (palavras minhas da palavra Dele). Note-se: a promessa é de companhia, cumplicidade e não de livramento. Portanto, ao sair de casa, não alimente a falsa expectativa de que coisas ruins não vão acontecer com você ou os seus, somente porque você é servo ou serva de Deus. Escore-se sim na verdade libertadora de que mesmo em silêncio, Deus estará presente, não importa o que aconteça.
Repetir isso vai nos ajudar a interiorizar o conceito de Deus que Jesus tinha. Mais: vai nos ajudar a perceber que a grande ligação com o Pai, conforme nos revelou Jesus, deve se dar puramente na base do amor a ele, por mais incompreensíveis e imprevisíveis que venham a ser as circunstâncias dentro das quais a nossa vida aconteça.
Fraterno abraço
Eduardo - Formatio

sábado, 10 de outubro de 2009

Passar por cima das nossas feridas


Muito, para não dizer a maior parte, do nosso sofrimento tem origem na relação com aqueles que nos amam.
Estou constantemente ciente de que a minha agonia profunda provém, não dos terríveis eventos que leio nos jornais ou vejo na televisão, mas da relação com as pessoas com quem partilho a minha vida diária.
São precisamente os homens e mulheres, que me amam e que estão muito perto de mim, os que me ferem. À medida que ficamos mais velhos, geralmente vamos descobrindo que nem sempre fomos bem amados. Com freqüência, os que nos amaram também nos usaram. Os que se interessaram por nós foram, por vezes, também invejosos. Os que nos deram muito, por vezes, exigiram também muito em troca. Os que nos protegeram quiseram também possuir-nos nos momentos críticos.
Habitualmente, sentimos a necessidade de esclarecer como e por que é que estamos feridos; e, com freqüência, chegamos à alarmante descoberta de que o amor que recebemos não foi tão puro e simples como tínhamos julgado.
É importante esclarecer estas coisas, especialmente quando nos sentimos paralisados por medos, preocupacões e anseios obscuros que não compreendemos.
Mas compreender as nossas feridas não basta. Ao fim, temos que encontrar a liberdade para passar por cima das nossas feridas e a coragem para perdoar aos que nos feriram. O verdadeiro perigo está em ficarmos paralisados pela raiva e pelo ressentimento. Então começaremos a viver o complexo do "ferido", queixando-nos sempre de que a vida não é "justa".
Jesus veio livrar-nos destas queixas auto-destrutivas. Ele nos ensina a por de lado as nossas queixas, perdoar os que nos amaram mal, passar por cima da sensação que temos de sermos rejeitados e ganharmos coragem para acreditar que não cairemos no abismo do nada, mas no abraço seguro de Deus cujo amor curará todas as nossas feridas.

Henri Nouwen
 
Fonte: Pavablog

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

David Wilkerson - Um Chamado Para a Angústia

Dica da Maya 

Você Irá Sofrer | John Piper - legendado em português

Fonte: Blog da Maya

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Prefiro ficar perto do leproso

Eu tenho medo de gente muito santa, muito pura, muito sem pecado.
Tenho medo de gente que repara no olho do outro, tentando o tempo todo tirar-lhe a trave, limpar um cisquinho.
Tenho medo de gente que se escandaliza com coisas imbecis, superficiais, exteriores, como se quisesse desviar a atenção de “alguma outra coisa”.
Tenho medo de gente que ora demais, que sonha demais, que ouve Deus falar 30 horas por dia.
Tenho medo dos que não sabem rir, que não ficam com a família, que não sabem se divertir nas horas de folga, que não fazem nada além de buscar ao Senhor e ir nos montes, nas vigílias e nas visitas.
Tenho medo…
Prefiro ficar perto de gente mais comum, mais real, que erra, mas que fala: “errei”.
É melhor ficar na companhia de gente menos caricata, menos maquiada, menos plastificada, menos religiosa.
Jesus também preferiu assim e foi duramente criticado por isso.
Enquanto Ele poderia estar nas casas imponentes do bando que estava doido para lhe fazer uma média ou participar das ricas mesas dos donos da grana, foi para um lugar chamado Cesaréia de Filipo.
Ô lugarzinho de má fama!
Uma corja que não valia nada se reunia ali: prostitutas, ladrões, beberrões, excluídos, rejeitados, marginalizados.
Pelo menos lá ele não precisava ficar escutando a baboseira sensacionalista de gente que queria mostrar o quanto sabia de Deus e da Lei.
Ali Ele podia se revelar Mestre e Senhor porque o coração dos doentes e necessitados é despojado de altivez.
Os que se acham bons demais não tem ouvidos para ouvir porque só desejam falar.
Raça de víboras, hipócritas, fariseus.
No texto de Levítico 13, um homem cujo corpo estivesse completamente coberto de lepra, da cabeça aos pés, seria considerado puro pelo sacerdote:
2-Se a lepra se espalhar na pele toda, cobrindo o corpo todo, desde a cabeça até os pés, o quanto podem ver os olhos do sacerdote,
13-então este o examinará. Se a lepra tiver coberto toda a sua carne, então será declarado limpo…”
Você não acha estranho?
No contexto, quanto mais discretas as manchas, mais imunda a pessoa seria considerada, e até afastada do arraial.
No entanto, pessoas com lepra evidente, em toda a pele, seriam consideradas puras.
[Não entendeu ???????????????????????????????????]
Acontece que uma pessoa com manchas discretas da doença, que estivessem escondidas debaixo da roupa, seria muito mais perigosa porque ninguém a evitaria, e o risco de contaminação seria muitas vezes maior.
Já a pessoa leprosa por inteiro não precisava ser afastada do povo porque ninguém teria coragem de ficar perto. Naturalmente todos a evitariam por saberem que o risco de contágio era enorme.
Por isso eu repito: tenho medo de gente que tem “pouca mancha”, que esconde por debaixo da roupa a lepra e se mistura com o povo, representando, fingindo, ocultando, traindo, conspirando.
Cansei de ver gente assim, cansei!
*que parece, mas não é;
*que profetiza, mas não vem de Deus;
*que ora em línguas que até Deus desconhece;
*que com uma mão me abraça, mas com a outra me apunhala;
*que elogia meu ministério, mas que gostaria é de estar no meu lugar;
*que chora, mas é de raiva;
*que come na minha mesa e depois cospe no prato;
raça de víboras, hipócritas, fariseus.
Prefiro ver de longe a doença, ver bem claras as feridas, me arriscar perto dos bacilos e me expôr aos vírus.
Prefiro abraçar o enfermo de pecados de que estar sentada com o falsificado, o genérico, o dissimulado, o profeta comprado.
Prefiro buscar em Deus coragem suficiente para me sentar perto do leproso porque só assim, quem sabe, verei o milagre.
 
Fonte: PASTORAGENTE Via: POIMENIA
via PAVABLOG

A Plena Satisfação



Por Charles Spurgeon

Não ousamos confiar em nossas próprias obras, nem temos o desejo ou a necessidade de fazê-lo, pois nosso Senhor Jesus nos salvou para sempre.
“Nossa alegria é esta, o testemunho de nossa consciência, que em simplicidade e piedosa sinceridade, não com sabedoria carnal, mas pela graça de Deus, temos nossa conversa no mundo”. O cristão precisa manter uma ininterrupta comunhão com Jesus, o Senhor, para poder ser um bom soldado de Cristo. Quando sua comunhão é interrompida, sua satisfação desaparece. Quando Jesus está dentro de nós, ficamos interiormente satisfeitos, o que não acontece de outro modo. Quando mantemos nossa comunhão com Ele = e esta pode ser dia a dia, mês a mês, ano a ano (e jamais deveria ser desfeita) = neste caso nossa satisfação vai prosseguir com a alma sentindo-se plena da bênção, que somente Deus pode outorgar. Se pelo Espírito Santo podemos ser abundantes em labor e ter paciência no sofrimento - se, numa palavra nos resignamos totalmente a Deus, encontramos a plenitude de Sua graça colocada em nós.
Um inimigo comparou alguns de nós com vasos quebrados e devemos aceitar humildemente esta descrição. Achamos difícil reter as coisas boas - elas escoam dos nossos jarros rachados. Mas, vou dizer como vasos quebrados podem ser conservados e continuar totalmente cheios. Pois, mesmo estando rachados e quebrados, quando habitamos no amor de Cristo, estaremos cheios de sua plenitude. Esta experiência é possível!
Devemos ser imersos no mais profundo mar da Divindade, a fim de nos perdermos em sua imensidão. Em seguida, ficaremos cheios, até o transbordamento, conforme diz o salmista: “O meu cálice transborda”. O homem que anda nos caminhos de Deus, descansando obediente e totalmente em Cristo, buscando todos os Seus suprimentos, com uma eterna e grande profundidade - esse homem fica cheio de tudo que escolhe para si mesmo! Ele ficará cheio daquelas coisas que são sua delícia e desejo diários.
Ora, o crente fiel pode ficar cheio, pois ele tem a eternidade para enchê-lo. O Senhor nos tem amado com amor eterno, por toda a eternidade. “Os montes passarão, os morros serão removidos, mas a minha aliança não te abandonará”. Na eternidade vindoura ele tem o infinito, sim o infinito, pois o Pai é o seu Pai, o Filho é o seu Salvador e o Espírito de Deus habita dentro dele. a Trindade pode plenificar o coração do homem. O crente tem a Onipotência a enchê-lo, pois todo poder foi dado a Cristo e deste poder Cristo nos dará, conforme necessitarmos. Vivendo em Cristo e dEle dependendo no dia a dia, Amado, teremos paz com Deus, a paz que excede todo entendimento. Que possamos gozar esta paz e magnificar, para sempre, o nome de nosso Senhor, Amém

FONTE: trecho final do sermão How a Man's Conduct Comes Home to Him
Tradução: Mary Schultze
Fonte: Projeto Charles Spurgeon

sábado, 26 de setembro de 2009

Ide! - Paul Washer



Dica do Eric

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Louco por Jesus

Fonte: Blog da Maya

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Duas noticias: Uma boa e outra ruim #podcast 26


O puro e simples evangelho da salvação gratuita; que condena e mata o pecador para ressuscitá-lo em Cristo Jesus.
Palavra à Igreja Peniel B.A. em Contagem-MG pelo Pr Julio Soder em 20/09/2009.


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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dons - Fragmentos 1 #podcast 25


Resumo do estudo em grupo caseiro a respeito dos dons espirituais
de serviço descrito no livro de Romanos e da visão da Igreja
como Corpo de Cristo.


Estudo realizado em 17/09/2009...a continuar.

 Pr Julio Soder

29 min – 13.5 Mb


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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

CURTAS & GROSSAS do Pastor - 2


Por quê as lideranças eclesiásticas oram tanto pedindo a direção do Espírito Santo se na hora H decidem segundo os interesses humanos?


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O mundo fecha os olhos para a perseguição e morte de cristãos; a ONU não protesta, os direitos humanos não denunciam e a imprensa mundial não divulga, no entanto, o simples ato de um cristão proclamar um princípio de sua fé discordando de outros grupos é considerado intolerância religiosa.


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Os críticos humanistas estão sempre dispostos a aplaudir qualquer baboseira herética desde que seja "arte". Afirmações ateístas, então, causam-lhes orgasmo espiritual.


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Um dos princípios da Nova Aliança e pilar da reforma era eliminar o intermediário (sacerdote). A igreja, por preguiça de assumir suas funções, o ressuscitou, reencarnou-o na pessoa do pastor e o transformou em um diretor de eventos e captador de recursos. Ele gostou e agora não quer sair.

***

Não sei me definir muito bem. Fica difícil definir um ser em transformação. Em algumas ocasiões alguns me chamariam pejorativamente de conservador. Qual é o antônimo de "conservador"?

***

Se precisarmos de uma marcha para Jesus para dizermos ao mundo que somos cristãos significa que o testemunho de vida é uma farsa. Luz acesa não precisa de placa para ser vista. Não me convidem para marcha pra Jesus, prefiro ir num "foraSarney".


***


Dia do Evangélico? Num país de trambiqueiros, funcionários fantasmas e politicos folgados vamos querer mais um feriado? Imoral! Se as outras religiões têm o seu dia os cristãos foram chamados para serem diferentes. Vai trabalhar crente!



Pr Julio Soder

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O Único Digno #podcast 24


A adoração e o relacionamento com Deus está centralizado na pessoa de Jesus Cristo e baseado na sua dignidade e perfeição.
Palavra à Igreja Peniel B.A. - Contagem-MG em 13/09/2009 pelo Pr Julio Soder.


Ouça:




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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O amor de quase todos esfriará


A multiplicação da maldade no mundo tende a produzir a insensibilidade e o esfriamento do amor em quase todos, levando ao isolamento, egocentrismo e indiferença.
Palavra aos professores do Colégio Cristão Vitória em Contagem-MG em 10/09/2009.


Ouça:



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Pr Julio Soder

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O falso e o verdadeiro #podcast 23


Nestes tempos em que a indústria da falsificação, em todas as áreas, tem alcançado uma precisão incrível, inclusive e principalmente na igreja, cabe-nos indagar:
Qual o critério que define e diferencia um cristão verdadeiro de um falso?

Ouça:



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Pr Julio Soder

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Hipócrita, Eu?!


Por Leonardo Gonçalves

A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis, ambas com o mesmo significado etimológico: Ator.

Somos ótimos atores. Fingimos ser pessoas que não somos, ter virtudes e sentimentos que amiúde não temos, e nos esforçamos para crer naquilo que, muitas vezes, não cremos. Dizemos amar quando não amamos, sorrimos pra manter as aparências, quando na verdade temos o coração dilacerado. E aqueles que dizem ser verdadeiros, na maioria dos casos, apenas são atores melhores, com mais experiência e ensaio.

Toda essa desgraça está tão engranzada na gente, que já não é possível divisar a ação e a pessoa: Somos hipócritas, e fim de papo. Fechamos os olhos durante o louvor para parecer espirituais. Dizemos sentir a presença de Deus quando na maioria das vezes o que sentimos é apenas emoção. Damos o dízimo só para agradar o pastor.

Somos hipócritas quando vendemos milagres; somos hipócritas quando refutamos os camelôs da fé, só para posar de santinhos para a galera. Somos hipócritas quando não perdoamos, e somos duas vezes filhos do inferno quando perdoamos só para nos sentir superiores. Somos santinhos do pau oco, isso sim.

E neste ponto do discurso eu poderia dizer que estou cansado de hipocrisia e que nós, como homens e mulheres de Deus, deveríamos tirar a máscara e revelar ao mundo quem nós somos de fato, mas isso transformaria este discurso em um discurso hipócrita, pois “quem deseja tirar a máscara e sair do armário?” Mais vale um hipócrita enrustido do que um sincero morto. Sim, porque se revelássemos nossa verdadeira face e intenções, nossos melhores amigos se demudariam em desafetos, nossos casamentos ruiriam, nossos filhos nos odiariam, as comunidades se dissolveriam e seriamos condenados ao ostracismo social. Correríamos até, risco de morte!

Portanto, não sejamos hipócritas ao ponto de dizer que desejamos não ser hipócritas! Reconheçamos nossa hipocrisia e peçamos de Deus o perdão. Desejar eu não desejo, mas como cristão tenho o dever de ser verdadeiro, portanto, me esforçarei para ser sincero, me embuirei de valor e confessarei a todos os leitores deste blog: Eu sou um grande hipócrita, um verdadeiro facínora, um grande pecador, dono de uma mente devassa e calculista, de inclinações malditas (Como se você já não soubesse).

E que assinem embaixo, nos comentários, todos os hipócritas, devassos, bandidos, salafrários, sacripantas, facínoras, debochados, bandoleiros, mentirosos, impúdicos, que são tão pecadores que ninguém, exceto Deus, pode livrá-los dos portões do inferno.

Fonte: Púlpito Cristão

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CURTAS & GROSSAS do Pastor - 1


Será que Deus deveria ficar preocupado com a "importante" opinião de Saramago a Seu respeito!? Huahuahua!!!


Poucos noticiam, denunciam ou protestam sobre a tortura e morte de cristãos pelo mundo, mas falar mal do Exu caveira dá processo por intolerância religiosa.


O amor de Deus não exclui a correção, pelo contrário, a estabelece. Amor sem correção é indiferença e pieguice humana.



No momento, para mim, falar em politica é mais relevante e realista para o reino de Deus do que as "realizações" da igreja.



Enquando a igreja repreende infantilmente um satanás metafísico, ele atua livremente pelas ideologias totalitárias e sofistas.



As letras dos cânticos de louvor cantados nas igrejas destacam e exaltam mais as atitudes do adorador do que a pessoa do Adorado.


Uma ditadura de esquerda não pode dizer ao povo do seu país: AME-O ou DEIXE-O.
Se dissesse, Fidel não teria a quem governar.


O movimento GLBT é semelhante a CUBA: Não é permitido sair.
...a psicóloga Justino que o diga.


Errata Pastoral:
Apascentar ou a pá sentar?


Pastor alopra na pregação e chama Presidente de "bandido" http://dhtt.us/2lbwt


Pr Julio Soder

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Um evangelho que não mata mais #podcast 22


O evangelho vivido hoje não mata mais o ego humano, pelo contrário, exalta-o a tal ponto, que verdades ditas por Jesus, de que "a carne para nada serve", são ignoradas.

Por isso a maioria das letras dos cânticos de louvor ouvidos nas igrejas destaca e exalta mais a pessoa do adorador do que a do Adorado.




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Pr Julio Soder

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A cruz contínua #podcast 21

A cruz e a morte do ego como obra diária e contínua na vida do cristão.
A preocupação da igreja em combater pecados da carne enquanto a vida do ego continua passando despercebida e atuando livremente no meio cristão.
Resumo do estudo em grupo caseiro em Rm 6 e 7 em 27/08/2009.
17 min - 7.7 Mb





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Pr Julio Soder

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Adubando o joio...


Por Ariovaldo Jr.

Às vezes nos vemos lutando contra circunstâncias sem avaliarmos quais as vantagens em fazê-lo. Por que há tantas questões urgentes que preferimos convenientemente não abordar, enquanto insistimos em levantar bandeiras contra outras?

Algumas realidades que estão próximas, como por exemplo a proibição de manifestações de idéias que sejam contrárias ao homossexualismo, soam no mínimo interessantes em meu ponto de vista. Nossa conduta enquanto cristãos está tão manchada, que a sociedade simplesmente prefere ignorar nossas opiniões. E está difícil não dar razão à sociedade sobre os que se dizem cristãos.

Desobediência civil era uma prática comum nos anos 60, onde principalmente os hippies, demonstravam suas insatisfações com os valores estabelecidos. Ficava explícito quem era verdadeiro (true) e quem não era. Mas depois do mundo dar tantas voltas, em pleno século XXI, preferimos aceitar totalmente o “programa” instalado na mentalidade coletiva. Parece razoável acreditar que só há dois tipos de pessoas: os justos e os criminosos.

Naturalmente concluo que algumas destas pressões sociais para criação de leis que vão contra a genuína fé cristã serão muito produtivas, embora pouco agradáveis. Funcionarão como adubo para joio. Não importa se o joio irá crescer mais que o trigo. Importante mesmo é que no final seja possível separar perfeitamente quem é o que. Inevitavelmente será facílimo descobrir onde estarão os verdadeiros cristãos. Aqueles que quiserem ouvir a palavra de Deus, deixarão de ir às igrejas e se dirigirão às penitenciárias.

Quem sabe através da reavaliação individual e coletiva de nossas motivações, seremos capazes de influenciar o mundo através de nossas práticas. Curiosamente preferimos trabalhar ao contrário na maioria das vezes. Se a conduta de alguém está alinhada com os preceitos moralmente aceitáveis, então tal pessoa é dita “sem problemas”. As demais questões, referentes aos pensamentos, à fé e demais convicções pessoais, preferimos que sejam sufocadas. O que importa mesmo no final é a conduta. E assim criamos uma geração de seguidores da “nova lei”. Esta nova lei, embora baseada superficialmente nos mesmos textos bíblicos que fundamentam a graça, está mais para DESGRAÇA.

Analisando a vida dos grandes homens da bíblia, curiosamente não há um sequer (com excessão de Cristo), que seria considerado apto para o ministério pastoral segundo os critérios explicitamente desejáveis nos dias de hoje. Os grandes heróis bíblicos possuem manchas enormes em seus currículos. E Deus, em seu incrível senso de humor, enfatiza cada um dos defeitos de conduta no texto. Porém, todos os justificados, possuem uma mente, uma fé e todas as demais convicções pessoais apontando para a eternidade.


Fonte: Ariovaldo Jr.
via Púlpito Cristão

Viciados em mediocridade

“O contato com a mediocridade gera mais mediocridade. Os medíocres têm medo da literatura, dos clássicos e da leitura. Têm medo do esforço, do trabalho - e da história. Acham que a escola serve para paparicar a banalidade que os miúdos levam da rua e da televisão. Eles são um perigo que anda à solta, espalhando mais mediocridade, impunemente.” (Francisco Viegas, Jornal de Notícias.)

O mal do século, segundo Richard Foster, não é o câncer, não é a AIDS, nem a Gripe H1N1, nem ainda a violência ou a corrupção, mas é a superficialidade. Um produto natural de uma época como esta é a mediocridade. Tanto a superficialidade como a mediocridade (irmãs gêmeas), não existem no vácuo, mas se expressam em pessoas. Todos nós temos, em algum momento da nossa vida, oportunidade (vergonhosa!) de expressar um “pouquinho” de mediocridade, mas tem pessoas que são absolutamente viciadas!

Esse vício, como produto do meio (e também como fomentador do meio) é assustador porque, entre outras coisas, ele é causador de outros vícios. Além disso, ele também cresce e se espalha como uma grande epidemia! Não há esfera da sociedade que não sofra de algum modo com esse mal. Mas não há lugar pior para esse vício maldito mostrar as suas garras do que na Igreja!

Os viciados em mediocridade na Igreja são amantes de si mesmo, amantes da teologia da prosperidade, caçadores dos caminhos fáceis, dos atalhos; fascinados pelos milagres, vivem enfiados nas “milagrolandias” da vida. As “milagrolandias” são igrejas sem compromisso com a Verdade, espalhafatosamente dirigidas por verdadeiros traficantes de “promessinhas”, que misturam linguajar e versos bíblicos em seus discursos entorpecentes, causando dependência mortal, e tirando daí o seu sustento!

Quanto aos viciados, a pregação bíblica lhes causa crise de abstinência (do besteirol); a leitura, sobretudo da Bíblia, é para eles um martírio; a reflexão teológica, um pesadelo. Quando estão em suas “viagens” têm sensação de plenitude, e quando afinal espalmam as mãos para cima e dizem “amém”, voltam para casa com o ar de dever cumprido: “domingo tem mais!”-... Pobres viciados!

Os medíocres estão no poder

Nada mais natural para uma era de superficialidade intensa. Pois, se a mediocridade se espalha com essa velocidade alucinante é porque tem uma liderança medíocre por trás. Como disse A.W.Tozer, todo povo é, ou virá a ser, aquilo que seus líderes são.

Logo, os viciados têm uma boa fonte de abastecimento. Como esses líderes são megalomaníacos, e os viciados em geral são fascinados pela “grandeza e o poder”, temos um sistema desgraçadamente auto-sustentável. Os líderes fingem se importar com as mazelas dos pobres seguidores. Alimentam as ilusões com milagres forjados, com palestras motivacionais (eu não ousaria chamá-las de pregação), mega-construções, mega-eventos, entretenimento à vontade, repletos de celebridades “gospel”, que servem como exemplos de vitória. E as massas pensam que um dia também vão andar de helicóptero, viajar pelo mundo, alcançar status social... Pobres viciados iludidos!

Alegram-se em fazer parte, mas na realidade não fazem. As decisões dos líderes medíocres são sempre unilaterais, privilegiando a superficialidade e desprezando quem de fato pode contribuir. Assim, ao longo do caminho, vão perdendo pessoas valorosas. Mas, porque se importar? Nunca faltarão bajuladores!

A Bíblia é tediosa nesse esquema, existe uma imitação bisonha de ensino e uma pseudo-preocupação com o conhecimento. Porém, é só olhar mais de perto para se perceber que tudo não passa de encenação. Não se incentiva os jovens a crescer no conhecimento, até porque os jovens logo questionarão. Melhor mantê-los ocupados com a “arte”. As crianças são tratadas como parte do espetáculo, o que de certa forma já as deixa bem encaminhadas no esquema. São engraçadinhas e risonhas, e dar uma encenada atenção a elas aumentará a popularidade e solidificará a perpetuação no poder. Se você acha que esse "maquiavelismo" é exagero, dê uma boa olhada à sua volta!

“Ainda há esperança”

Estes são alguns aspectos de uma realidade deprimente e desanimadora na Igreja Brasileira, mas continuamos crendo no poder transformador e restaurador do Evangelho. E é isso que nos dá esperança. Esperança não de que esse cenário vai mudar como um todo, mas de que a Igreja de Cristo é viva, e que o Senhor da Igreja dando a ela disposição para ser “coluna e esteio da verdade”, trará libertação a muitos!

Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

(depois de escrever esse texto encontrei na internet um livro com o mesmo título, de Frank Schaeffer (filho de Francis Schaeffer). Claro que ainda não conheço o teor do livro, mas sem grande pretensão, imagino que falamos da mesma realidade talvez de pontos de vista diferentes)

Autor: Francisco Jr.
Fonte: [ Adoração e Pregação ] via Bereianos e via + uns quantos