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sábado, 18 de julho de 2009

Que m... de Evangelho é esse?


de

A prova de que o cristão não anda muito interessado em aprender sobre Cristo é o fato de que nesse momento muitos cristãos conhecem maravilhosamente bem o significado de "merda" mas nunca se interessaram em ler ao menos os evangelhos. Cai como uma luva sobre a igreja brasileira a já tão conhecida frase do Tony Campolo: Enquanto você dormia ontem, 30000 crianças morreram de fome ou de doenças relacionadas a má nutrição. E mais, a maioria de vocês nunca ajudaram em merda nenhuma. E o que é pior: você está mais perturbado com o fato de eu ter dito “merda” do que com a notícia de que 30000 crianças morreram de fome na última noite.

Qualquer um que vai à igreja se depara com uma deturpação da lei da semeadura que apresenta-se de maneira tão clara:

Gal 6:7 Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará.
Gal 6:8 Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.

Como não poderia deixar de ser em um momento que a alienação atinge altíssimos níveis na igreja cristã - a batida contínua na mesma tecla ocorre somente porque é o que se pode ver diariamente desde igrejas de fundo de quintal a templos enormes portanto, calar-me ao meu ver é ser conivente - interpreta-se um versículo que fala de recompensa pós-vida para alimentar um povo fanático com falsas esperanças de vitórias.

O primeiro erro está em pensar que semear é cumprir ritos considerados sagrados por humanos. Sim, é difícil de acreditar mas, ainda existem pessoas que acreditam que não fumar, beber ou xingar é mais importante do que coisas extremamente piegas como amar e perdoar. A constatação do motivo é fácil e simples: o cristianismo não é simples, ele é conciso. Quando nos utilizamos da famosa e clássica definição de empatia:

Mat 7:12 Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.

não estamos dizendo que o evangelho é simples ou de fácil entendimento prático, observa-se que Cristo definiu a prática das boas-novas de forma concisa, até porque se o cristianismo fosse de fácil compreensão a prática, mesmo por aqueles que dizem não viver uma religião, seria bastante palpável.

Na realidade o que se prega em quase todo culto o qual você tenha o desprazer de ir não passa de uma imitação barata do tão afamado Karma. Faça uma coisa boa e algo bom acontecerá e o mesmo ocorre com o oposto, essa é a definição mais simples de karma. Ou, quem sabe, pregadores, no afã de agradar o lado científico, tentam aplicar a Terceira Lei de Newton conhecida como Lei da Ação e Reação a uma mensagem totalmente metafísica.

Bastante clichê o discurso de crítica à igreja, no entanto a zona que estão transformando a interpretação bíblica é tão absurda que falar palavras consideradas de baixo calão não chega nem perto da enganação e do prejuízo que os evangélicos trazem a sociedade. Fazem uma orgia de significações com um único, simples e absoluto objetivo: agradar seus próprios egos. Quem terá coragem de dizer que nenhuma personagem bíblica da Nova Aliança se deu bem em vida? Que os mais fieis tiveram mortes terríveis? Que o cristianismo não é uma vitória em vida? Que merda de Evangelho é esse que dizem pregar?

P.S.: O objetivo do uso de palavrões é causar impacto no sentido de que é isso, em linguagem clara e simples, que os não-cristãos perguntam quando vêem escândalos e mais escândalos, incoerências e fanatismo. A mensagem de Cristo é clara, apesar de João 13:35 não se fazer presente nunca.

P.S.: Peço desculpas aos que não gostam de ler tais palavras, me apoio na licença poética apesar da falta de poesia.

Fonte: Rapensando

Mudei algumas expressões do texto original, com o conhecimento do autor; não por causa do rebanho com o qual trabalho, pois eles já tem ouvido mensagens parecidas, mas para evitar prejudicar o trabalho que Deus me deu para fazer. (Pr Julio Soder)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Crise na pregação#1 - Pregação Humanizada


crise na pregaçãoA pregação contemporânea tem se destacado pela importância dada ao homem. As mudanças em nossa época são perceptíveis: por exemplo, nunca se pensou tanto em conforto nas igrejas, em templos grandiosos, em estruturas de marketing e lazer. As igrejas passaram a oferecer um “cardápio” para agradar a todos, e elas tem mudado sua própria estrutura para atrair mais “consumidores”. Nunca se investiu tanto em eventos e atividades sociais como hoje. As pessoas passaram a ser tratadas como espectadores de um “show que não pode parar”.

Como a quantidade de pessoas na igreja é o que tem importado, bem como o retorno financeiro de seus dízimos e ofertas e a aparência social (uma busca pela aceitação secular), os pregadores também se “contextualizaram” a esse novo foco. Não é que esses pregadores tenham se tornado mais sensíveis às carências e necessidades do ser humano integral em seu afastamento de Deus. Eles simplesmente mudaram o eixo de sua pregação, transformando seus sermões num discurso suavizador das necessidades humanas. A visão teocêntrica foi substituída pela visão antropocêntrica. E o pior é que, fazendo isso, esses pregadores trazem para si o papel de mediadores entre o povo e Deus. Podemos ver isto nas palavras de R. R. Soares, no seu livro “Vencer: O Que, Onde e Como?”:

Paralíticos, cegos, mudos, leprosos e endemoninhados têm ficado curados, muitas vezes instantaneamente, após a oração da fé. Nossos programas no rádio e na televisão sempre apresentam testemunhos de milagres que estão acontecendo através do nosso ministério. Milhares de cartas nos chegam de toda parte contando com casos de pessoas abençoadas por meio de nossa oração.”

Ao invés de centralizar suas pregações em Cristo e Sua cruz, estes pregadores se alicerçam nas bênçãos que podemos adquirir. Com esta visão Deus deixa de ser o Senhor para ser o servo. Como Soares diz:

É a oração de quem sabe o que diz a Palavra de Deus, e assim fica absolutamente positivo que Deus ouviu sua oração, e sabe que Deus fica obrigado, por Sua própria aliança, a responder e manifestar os resultados pedidos. Isso Deus pode fazer de forma instantânea ou gradual. Mas uma coisa é certa: Deus responderá à oração da fé.”

Seus sermões não tem por objetivo a transformação dos seus ouvintes pela Palavra de Deus. Sua própria teologia e o modo como lêem a Bíblia são humanistas, como podemos perceber com a leitura de alguns de seus livros. A teologia que predomina hoje é a da prosperidade, as pessoas deixam de cultuar a Deus pelo que Ele é, para cultua-lO pelo que Ele pode dar. Soares, no seu livro “Como Tomar Posse da Bênção”, diz:

Era um quadro triste e deprimente. Eu, um pregador de milagres, acostumado a ver até paralíticos e cegos curados através das minhas orações, não conseguia a minha cura.

Sendo assim, uma das marcas deixadas por esta pregação é a falta de reverência e de compromisso com Deus. Se as pessoas escutam que “… não precisamos pedir ao Senhor a bênção, e sim, exigir que ela se manifeste em nossa vida”, que basta cobrar de Deus e esperar, então o Senhor deixou de ser adorado, para ser simplesmente cobrado. Frases como: “Não precisamos mais pedir. Só determinar, exigir, ou seja: tomar posse da benção”, são comuns hoje, e apontam para o perigo desse tipo de pregação que coloca o homem num patamar em que ele nunca esteve. Ainda distorcem a própria Bíblia, fazendo a mentira passar por verdade, como no comentário deste pregador que tem a sua verdade como correta: “As pessoas estão saturadas de tantos ensinamentos de homens. Agora precisam aprender o real significado da Palavra de Deus”.

Uma das palavras mais usadas nestes púlpitos é a palavra “vitória”. Não que ela tenha alguma coisa de mal, pois em Cristo somos “mais que vencedores” (Rm 8:37). Mas o apelo e as distorções implícitas na frase são perigosos. O que se prega é que o crente tem de vencer sempre, que, se ele é derrotado, é porque, ou não tem fé, ou está em pecado.

Milhares de pessoas estão aprendendo a exigir a bênção. Estão vivendo bem, curadas, prósperas e desfrutando da plenitude das bênçãos do Senhor. O mesmo pode e deve ocorrer em sua vida também. Só depende de você.”

Essa pregação humanizada distancia o crente de Deus, e tira dele suas responsabilidades de servo. Ela ainda distorce os direitos que Deus deu para aqueles que são Seus por distorcer a própria Bíblia. Ela cria crentes sem certeza de salvação, sem preocupação com o “Ide” e sem um conhecimento coerente da Palavra. É uma pregação sem compromisso para com Deus e, infelizmente, ela tem servido para secularizar a Igreja evangélica e dar mau testemunho para os de fora.

Deus te abençoe!

Lyncoln Napoleão Nicodemos

Obs:As citações são tiradas dos livros:

R. R. SOARES, Vencer; O Que, Onde e Como?

R. R. SOARES, Como Tomar Posse da Bênção

Fonte: Crer e Pensar

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Evangelho como produto



Quem vende o "evangelho", vende o que não tem. Fora das “aspas” propaga-se loucura! Loucura aos olhos humanos.

Sendo homem de marketing, certa vez ouvi de um pastor: Bom ter um cara como você aqui, que fez marketing para grandes empresas (Coca-Cola inclusive, risos). Vais dar muitos frutos para a nossa igreja.

 Eu perguntei: Como? Por conta da experiência com marketing? Sim, claro, respondeu o pastor. Amado, lhe disse, o que eu achei não se vende, apenas se propaga e espera-se pela ação de Espirito de Deus. Se eu fosse contratado para fazer o marketing plan de um “produto” assim, nem começava. 

Pensa bem: Meu produto é loucura, a entrega do principal é post mortem, meus clientes estão todos cegos, seus corações estão duros. O preço do produto é impagável: Santo Sangue de Jesus. Não há marketing possível: Preço não se mexe, Produto é loucura, Propaganda só para cegos e Entrega na eternidade. 

Sobra-nos a distribuição. Podemos abrir pontos de entrega - lojas, por assim dizer e esperar que loucos, cegos e mortos nos encontrem. Ou faz assim, ou muda o produto. [...] O pior é que andam mudando!

Danilo Fernandes
***
Danilo Fernandes é Bacharel Economia pela UFRJ e MBA em Marketing pela Louisiana State University.

Fonte: Púlpito Cristão