quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Meu pai é normal.


Meu pai é uma pessoa normal.
Ele tem sentimentos de uma pessoa normal.
Ele ama, se alegra, se entristece, se ofende, se ira e tem ciúmes.
Por ser pessoa normal é possível provocar estes sentimentos nele.
Herdei dele esses mesmos sentimentos. A diferença é que ele tem esses sentimentos por motivos corretos, numa medida adequada e na hora apropriada. Eu os tenho e os manifesto conforme o meu entendimento, pois são filtrados pelo pecado e egoísmo.
Eu amo meu pai. Eu o admiro.
Por isso os sentimentos que o atingem também me atingem e me abatem poderosamente. Talvez por serem filtrados pelo pecado e egoísmo.
Quando alguém atribui a ele algo que ele não disse eu me entristeço.
Quando alguém aprova o que ele odeia eu me ofendo.
Quando um ateu diz que ele não existe ou que não é pai eu me iro.
Quanta coisa tenho ouvido e lido a respeito dele que me faz chorar.
Como se diz e se escreve arrogantemente coisas sobre ele sem temor algum.
Como se calunia a sua pessoa e despreza-se a sua bondade que me dá vontade de gritar.
Sei que ele não precisa da minha defesa. Mas como ficar impassível quando alguém desonra uma pessoa amada.
Quem não reagiria quando alguém ofendesse sua mãe, ou seu pai ou sua esposa, figuras terrenas imperfeitas, quanto mais a um perfeito pai?
Quantos ficam indignados contra as injustiças e preconceitos humanos e não reagem contra as ofensas ao mais amável e bondoso dos seres.
É bem possível que isto seja imaturidade de minha parte; mas eu também não gostaria de atingir um nível de "maturidade" que nada sente quando o que meu pai pensa é contrariado ou distorcido.
Eu sou anormal.
Meu pai é única pessoa normal.
Na verdade ele é o padrão de normalidade. Padrão que, na sua própria linguagem, é chamado de:
Santo!

Pr Julio Soder


7 comentários:

Sissym Blog: Day-by-Day disse...

Nossa que bonito! Eu gravei para voltar a ler. É uma mensagem tipo que se deve ser guardada com carinho.

carmen disse...

Muito lindo; meu Pai também é assim, e quando penso que vai perder a paciência, de tanto ver absurdos, Ele ainda tem compaixão e dá mais uma chance a nós, pecadores.
Esta é a grandiosidadedo nosso Pai!!!

carmen disse...

Pr Júlio, visite o meu Blog e dê uma olhada no meu último post, Dupla Visão, e nos comentários.

Gostaria que desse o seu parecer também...
abçs

carmen disse...

Ah! e pode deletar este meu convite... ( e este, é claro!)

Chris Rodrigues disse...

Olá,

cheguei aqui via convite por email e gostei da postagem. Ele também é meu pai e eu sou louquinha por ele.
Também tenho dois blogs, um de cunho mais jornalístico e o outro mais específico no assunto fé.

A paz

Christiani Rodrigues

Anônimo disse...

Paz!

Recebi no e-mail sua postagem. Parabéns, muito reflexivo este texto.

Estou add aos blogs q eu acompanho, se quiser dar uma olhada, aq está o endereço do meu blog, e se não gostar do que ler não tenha receio de criticar ok? rs

deus te abençõe!

Luis Paulo Silva
www.despertaiceifeiros.blogspot.com

L. H. Dessart disse...

Belíssima reflexão pastor, nos toca e nos faz pensar ao mesmo tempo, acerca do Pai e de nós mesmos, em como deveríamos nos relacionar verdadeiramente com Ele.

Abraço!!!