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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Novos papéis para Pais


Esclareço desde logo que não estou advogando mudanças radicais nas funções e obrigações milenares que pais têm sobre seus filhos. Mas estou, sim, direcionando os valores tradicionais representados por alguns verbos como: amor, cuidar e dialogar - para nos atermos a essas ações básicas e universais.

Temos um novo ser em nosso lar. É uma criança (ou um adolescente) muito diferente do que eramos ou do que foram, aqueles em gerações intermediárias. Isso por causa de hábitos e modos de se relacionar com e no contexto em que vivem.

Temos que prestar atenção nas nossas crianças, que não mais atuam debaixo de uma égide analógica e sim digital. Semelhante à mesma naturalidade com que usufruimos de água encanada e eletricidade, eles hoje têm transparência nas interfaces digitais que os cercam. Inclusive porque são mais propensos a valorizar - tanto em aquisição como em uso - essas plataformas carregadas de tecnologia que conectam e simplificam o dia a dia.

Fico sabendo que Hospitais estão utilizando ipods como um componente para minorar o baque de uma terapia ou de um internamento. As pessoas ficam concentradas em si ao ouvirem músicas, uma narração bíblica ou mesmo uma seleção de poesias - e se desvencilham da conversa-fofoca pessimista de acompanhantes e outros pacientes. Não - não é falta de educação. É prioridade no paciente.

O uso dessa 'plataforma' ou equipamento -vem para o jovem com total naturalidade. Só para contrastar, lembro que recentemente, ao se completar 30 anos do lançamento do walkman, foi dado a um jovem digital para descobrir os usos daquele componente do tamanho de um tijolo. Ele não imaginava que precisava trocar de lado a fita cassete. E que o rádio tivesse tanta interferência. E o peso ...

Essas transições de interface, e o rápido crescimento de redes sociais, têm permitido aos mais jovens ampliarem seus contatos. Hoje amigo e amizade ganham novas conotações. Se o pai pergunta: "Quem é esse amigo seu aqui do Orkut?" poderá receber como resposta um "não sei - não o conheço"! Esta é uma situação muito comum e tem algumas lições práticas, a serem discutidas neste fórum.

Já quando o jovem sai de casa para atividades sociais, os amigos participam da sua amizade, ganhando sentido de companheirismo. É quase certo que refere-se a amigos de contatos pessoais (escola, clube, vizinhança, igreja). A interface digital que também os conecta, reforça esse companheirismo e os laços sociais presenciais.

O que observamos é que o papel de acompanhar ganha contornos diferenciados. Não é uma situação preto no branco. Não é para liberar todos os amigos (a idade do filho influi aqui) e nem para excluir de imediato. O mesmo procedimento se aplica nos companheiros. São novas regras sociais que abrangem essa geração de Nativos Digitais. E os pais devem saber interpretar e se contextualizar dentro desse novo mundo. E com o diálogo, iremos aprender e nos situar de maneira equilibrada e positiva.

Na próxima postagem vamos discutir alguns pontos práticos, incluindo-se o que fazer e como fazer.

Fonte: Meu Filho Digital

segunda-feira, 30 de março de 2009

Geração 2.0



Não é de hoje. Há sinais que nos alertam para a chegada deste novo tempo. Uma Geração banhada, movida e alimentada por bits. Bites e bits, blogs e redes, mensagens e torpedos, conversando - falando e ouvindo.

Não há necessidade de muita argumentação. A situação está diante de nós com clareza. Em alguns momentos nos sentimos ameaçados. Outras vezes até agredidos. Temos nossos momentos de alívio e realização. Afinal, aconteceu conosco em passado não muito remoto - entre nós e nossos pais, assim como entre eles e nossos avós. O eterno conflito das gerações ...

Mas no presente - quando nos endereçamos ao momento atual e aos desafios que se nos apresentam - a coisa muda. Muda porque nunca antes (no mundo) essa transformação foi tão radical e profunda. A ponto de em uma única geração termos tantas diferenças, novidades e transformações sócio-culturais.

O que fazer então? A solução não está nem no desprezo (do tipo 'deixa estar' como a canção dos Beatles Let it be), e nem tão pouco no combate extremado e castrador. Pasmem! Ouvi um tecnólogo recomendar que mantenhamos os filhos abaixo de 17 anos proibidos de acessar a internet!!

Creio que o caminho da verdadeira sabedoria reside em fazermos a nossa parte como geração que lidera os mais jovens: comprender esta nova ordem social, como ela está sendo construída, seus parâmetros e influências, suas descobertas e desafios, seus perigos (que certamente existem) e suas bençãos e vantagens.

É claro que há que se ter amor, diálogo, respeito, enfim um verdadeiro espírito de família. Mas há um fator crítico de sucesso para os dias de hoje: nossa contextualização nesse ambiente social, cultural e tecnológico, com pertinência e equilibrio.

Essa é a minha proposta para vocês pais e mães! A conversa está aberta!

* Capa da revista Time de 20 de março de 2006. A discussão sobre as mudanças comportamentais de nossos filhos tem atraido a atenção da grande mídia em diversas e diferentes coberturas. Há pouca - se alguma - literatura que trate de forma atualizada o desafio corrente.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Paranóia sociológica



Olavo de Carvalho

Terminei o antigo anterior dizendo que a teoria da “violência simbólica” pressupunha ou uma megaconspiração cujos traços documentais desapareceram para sempre, ou o milagre de uma intenção inconsciente ser capaz de manipular o inconsciente alheio com a precisão de um cálculo matemático. Se as duas hipóteses são francamente dadaístas, à segunda vem acrescentar-se ainda mais um fator complicante. Para que os educadores fossem induzidos a trabalhar inconscientemente para os interesses da burguesia, teria sido preciso que a burguesia os manipulasse para esse fim, o que supõe que os capitalistas fossem educadores ainda mais hábeis do que os educadores profissionais, impondo a estes, por meio de “violência simbólica”, as normas e padrões de uma violência simbólica de segundo grau que, inconscientemente, eles deveriam repassar à multidão dos dominados. Também não há registro histórico de que isso jamais tivesse acontecido, é claro.

Ora, se a teoria da educação como “violência simbólica” não corresponde a nenhum fato objetivo, a nada que tenha acontecido historicamente, de onde é que ela extrai sua força de persuasão, a aparência de verossimilhança que a torna aceita, de umas décadas para cá, como uma grande verdade sociológica?

A resposta é escandalosamente simples. Toda a documentação que não existe sobre o planejamento da manipulação psicológica burguesa existe, em abundância, sobre a manipulação educacional revolucionária e socialista. Milhares, centenas de milhares de livros, artigos acadêmicos, atas de assembléias de professores e estudantes, revistas educacionais, circulares de sindicatos, filmes, vídeos etc., sem contar as obras completas de Antonio Gramsci e do próprio Pierre Bourdieu, atestam a existência de enormes trabalhos empreendidos para implantar na cabeça das crianças os valores e condutas que os revolucionários julgam convenientes para transformar os estudantes em massa de militantes ou simpatizantes da causa revolucionária, bem como para fazer com que os agentes desse empreendimento passem despercebidos e os efeitos de suas ações sejam vivenciados como transformações espontâneas do processo histórico. E isto não é uma interpretação que eu esteja fazendo. Os próprios revolucionários declaram que esse trabalho tem de ser feito e explicam como ele deve ser feito. A frase de Antônio Gramsci citada no artigo anterior é o resumo da coisa toda. A “revolução cultural” opera-se por meio de mudanças sutis e quase imperceptíveis do imaginário popular – do “senso comum” como o chama Gramsci –, de tal modo que tudo pareça espontâneo e que a vontade do Partido não se imponha como ditado autoritário de uma organização política em particular, mas como decorrência involuntária e anônima da natureza das coisas, como “autoridade onipresente e invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino”.

Mais do que pôr em prática a máxima leninista “acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”, Bourdieu inventa seu inimigo à imagem e semelhança do que ele próprio está fazendo. A famosa “violência simbólica” da cultura burguesa, não existe senão como projeção invertida da educação revolucionária. Ela é, em toda a linha, uma criatura do imaginário militante. É precisamente por só existir como fantasma na alma doente dos revolucionários que a pedagogia burguesa não apenas deixa de oferecer qualquer resistência visível ao avanço da educação revolucionária, mas ainda a protege e fomenta, oferecendo ao educador antiburguês todos os meios de ação disponíveis, acompanhados de honrarias e recompensas. Não há establishment educacional no mundo burguês que não tenha em Pierre Bourdieu o seu queridinho, o seu enfant gâté, infinitamente badalado e paparicado. Na verdade, a maioria dos educadores de grande sucesso no mundo burguês são todos revolucionários – John Dewey, Celestin Freinet, Paulo Freire, Jean Piaget, Emilia Ferrero e tutti quanti –, e é inconcebível que a astúcia maquiavélica dos burgueses que montaram a operação de manipulação invisível descrita por Pierre Bourdieu não tivesse percebido isso e, como uma sonsa, consentisse em promover seus inimigos em vez de seus porta-vozes fiéis.

A “sociologia da educação” de Pierre Bourdieu é não somente uma idiotice: é uma projeção psicótica das ações do próprio Bourdieu e de seus correligionários sobre uma realidade inexistente. É uma doença mental, e seu sucesso se deve precisamente a isso: é mais fácil transmitir o vírus de uma moléstia incapacitante do que algum conhecimento da realidade.

Fonte: Diário do Comércio, 12 de fevereiro de 2009

Divulgação: www.juliosevero.com

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Uma sociedade virada do avesso



Percival Puggina

Todo dia, toda hora, nos defrontamos com o avanço dos males sociais. Violência, perversões, criminalidade, drogas, epidemia de gestações na adolescência exibem a face assustadora de uma sociedade que se extraviou dos limites. Uma sociedade que, por infinitos modos e tecnologias, muito mais deseduca do que educa. Uma sociedade onde o balconista do bar comete delito se vender cigarro a uma menina de 12 anos, mas sai na boa se a levar espontaneamente para a cama.

O desastre que descrevo ganhou marco importante com os rebeldes franceses de 1968 e com seu slogan “il est interdit interdire!” – é proibido proibir. Malgrado ser flagrante contradição em termos, a regra ganhou os pensadores “progressistas” da época e se espalhou pela sociedade do Ocidente, atingindo um dos fundamentos da ordem social – o princípio da autoridade. Proibições inibiriam a criatividade. Todo “não” proferido para uma criança mutilaria sua capacidade de ser autônoma. E toda a autoridade restou delegada ao ilusório templo de uma coerência interna, cada vez mais falsa, onde estar de acordo consigo mesmo ganha prioridade em relação a estar de acordo com a verdade, e onde a mera sugestão de que existam verdades é entendida como pura insolência.

Todo professor, preocupado com bem educar seus alunos, proclama, agora, a imensa dificuldade de o fazer perante a furiosa indisciplina instalada nas salas de aula. Poucos pais que não tenham chutado o balde de suas responsabilidades deixam de reportar o atrofiamento de sua autoridade e fracassos em suas tentativas de impor limites. Estou falando do mundo e da vida.

O que ocorre sob nossas janelas e nos chega pelo noticiário não faz mais do que expressar decorrências de uma mentalidade que primeiro abalou e agora destrói as instituições. Quais instituições? Nada de importante, apenas coisas fora de moda e motivos de troça, assim como família, igreja, poderes de Estado, escola, hierarquias num sentido amplo, bem como tudo que daí deriva: ordens, mandamentos, leis, obrigações, direitos alheios e até mesmo aquele bolorento respeito natural pelos mais velhos. Sem instituições não há autoridade e sem autoridade não se preservam valores.

Sou conservador por manter uma inconformidade juvenil perante esse retrato. Diariamente não penso o mundo como quem está saindo, mas como quem está chegando. Sei (e creio que poucos deixam de saber comigo) que o vício é a adesão a hábitos que levam ao mal, e que a virtude, pela calçada oposta, é a adesão a hábitos que conduzem ao bem. Sei que uma sociedade se ergue pela vereda da virtude e desanda pelas avenidas do vício. E sei que o oxigênio da virtude flui pelas instituições, que precisam ser sólidas e, também elas, virtuosas: família, Igreja, Estado, escola e assim por diante. Você já se perguntou por que são os alunos das duas instituições educacionais militares do Estado os mais bem colocados em todas as avaliações de desempenho?

Não sem pesar reconheço que este artigo será visto como “careta” e politicamente incorreto, de uma ponta a outra. Com efeito, construímos uma sociedade na qual a virtude se oculta encabulada e o vício ganha posição de relevo; onde aquela fica reservada ao foro mais íntimo e este é proclamado do alto dos telhados. Depois, repete-se o que não me canso de denunciar na área política: totalmente desinteressados das causas, passamos ao xingamento das consequências.

Fonte: ZERO HORA de 15/02/2009

Divulgação: www.juliosevero.com

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Mensagem de uma escola aos pais





Esta é a mensagem que os professores de uma escola da Califórnia
decidiram gravar na secretária eletrônica da escola. A escola exige
dos alunos e dos pais responsabilidade pelas faltas dos estudantes e
pelos trabalhos de casa. A escola e os professores estão sendo
processados por pais que querem que seus filhos sejam aprovados mesmo
com muitas faltas e sem fazer os trabalhos escolares.
.
AQUI VAI A MENSAGEM GRAVADA:
"Olá! Para podermos ajudá-lo, por favor ouça todas as opções:
- Para mentir sobre o motivo das faltas do seu filho - tecla 1
- Para dar uma desculpa para seu filho não ter feito o trabalho de
casa - tecla 2
- Para se queixar sobre o que nós fazemos - tecla 3
- Para insultar os professores - tecla 4
- Para saber por que não foi informado sobre o que consta no boletim
do seu filho - tecla 5
- Se quiser que criemos o seu filho - tecla 6
- Se quiser agarrar, esbofetear ou agredir alguém - tecla 7
- Para pedir um professor novo, pela terceira vez este ano - tecla 8
- Para se queixar do transporte escolar - tecla 9
- Para se queixar da alimentação fornecida pela escola - tecla 0
- Se você já compreendeu que este é um mundo real, que seu filho deve
ser responsabilizado pelo próprio comportamento e que a culpa da falta
de esforço do seu filho não é culpa dos professores, desligue o
telefone e tenha um bom dia! "


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Educação ao contrário

Clicando no Google a palavra “Educação” seguida da expressão “direito de todos”, encontrei 671 mil referências. Só de artigos acadêmicos a respeito, 5.120. “Educação inclusiva” dá 262 mil respostas. Experimente clicar agora “Educar-se é dever de cada um”: nenhum resultado. “Educar-se é dever de todos”: nenhum resultado. “Educar-se é dever do cidadão”: nenhum resultado.

Isso basta para explicar por que os estudantes brasileiros tiram sempre os últimos lugares nos testes internacionais. A idéia de que educar-se seja um dever jamais parece ter ocorrido às mentes iluminadas que orientam (ou desorientam) a formação (ou deformação) das mentes das nossas crianças.

Eis também a razão pela qual, quando meus filhos me perguntavam por que tinham de ir para a escola, eu só conseguia lhes responder que se não fizessem isso eu iria para a cadeia; que, portanto, deveriam submeter-se àquele ritual absurdo por amor ao seu velho pai. Jamais consegui encontrar outra justificativa. Também lhes recomendei que só se esforçassem o bastante para tirar as notas mínimas, sem perder mais tempo com aquela bobagem. Se quisessem adquirir cultura, que estudassem em casa, sob a minha orientação. Tenho oito filhos. Nenhum deles é inculto. Mas o mais erudito de todos, não por coincidência, é aquele que freqüentou escola por menos tempo.

A idéia de que a educação é um direito é uma das mais esquisitas que já passaram pela mente humana. É só a repetição obsessiva que lhe dá alguma credibilidade. Que é um direito, afinal? É uma obrigação que alguém tem para com você. Amputado da obrigação que impõe a um terceiro, o direito não tem substância nenhuma. É como dizer que as crianças têm direito à alimentação sem que ninguém tenha a obrigação de alimentá-las. A palavra “direito” é apenas um modo eufemístico de designar a obrigação dos outros.

Os outros, no caso, são as pessoas e instituições nominalmente incumbidas de “dar” educação aos brasileiros: professores, pedagogos, ministros, intelectuais e uma multidão de burocratas. Quando essas criaturas dizem que você tem direito à educação, estão apenas enunciando uma obrigação que incumbe a elas próprias. Por que, então, fazem disso uma campanha publicitária? Por que publicam anúncios que logicamente só devem ser lidos por elas mesmas? Será que até para se convencer das suas próprias obrigações elas têm de gastar dinheiro do governo? Ou são tão preguiçosas que precisam incitar a população para que as pressione a cumprir seu dever? Cada tostão gasto em campanhas desse tipo é um absurdo e um crime.

Mais ainda, a experiência universal dos educadores genuínos prova que o sujeito ativo do processo educacional é o estudante, não o professor, o diretor da escola ou toda a burocracia estatal reunida. Ninguém pode “dar” educação a ninguém. Educação é uma conquista pessoal, e só se obtém quando o impulso para ela é sincero, vem do fundo da alma e não de uma obrigação imposta de fora. Ninguém se educa contra a sua própria vontade, no mínimo porque estudar requer concentração, e pressão de fora é o contrário da concentração. O máximo que um estudante pode receber de fora são os meios e a oportunidade de educar-se. Mas isso não servirá para nada se ele não estiver motivado a buscar conhecimento. Gritar no ouvido dele que a educação é um direito seu só o impele a cobrar tudo dos outros – do Estado, da sociedade – e nada de si mesmo.

Se há uma coisa óbvia na cultura brasileira, é o desprezo pelo conhecimento e a concomitante veneração pelos títulos e diplomas que dão acesso aos bons empregos. Isso é uma constante que vem do tempo do Império e já foi abundantemente documentada na nossa literatura. Nessas condições, campanhas publicitárias que enfatizem a educação como um direito a ser cobrado e não como uma obrigação a ser cumprida pelo próprio destinatário da campanha têm um efeito corruptor quase tão grave quanto o do tráfico de drogas. Elas incitam as pessoas a esperar que o governo lhes dê a ferramenta mágica para subir na vida sem que isto implique, da parte delas, nenhum amor aos estudos, e sim apenas o desejo do diploma.

Fonte: Olavo de Carvalho

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Direitos - cuidado com esse termo


Não se iluda: os defensores dos direitos das crianças têm como meta institucionalizar as crianças o mais cedo possível, isto é, o quanto antes enviar o maior número possível de bebês e crianças novas às creches e escolinhas a fim de educar sistematicamente a nova geração no “evangelho” do humanismo. A meta final é tirar todas as crianças do lar e institucionalizá-las.

Os grupos feministas e socialistas — que tanto amor têm pelas crianças que apóiam o aborto e a adoção homossexual — exigem que o Estado garanta creches para todas as crianças. Pesquisas mostram que crianças criadas em creche não têm um desenvolvimento tão saudável quanto as crianças que são criadas no próprio lar com um pai e mãe. Mas a preocupação dos extremistas feministas e socialistas não é o bem estar das crianças no final das contas, mas o bem estar do Estado.

Esses extremistas pensam que as creches serão inevitáveis, pois o Estado assistencialista sobrecarrega tanto os trabalhadores com impostos pesados que os maridos fatalmente acabarão não tendo condições de sustentar a família, obrigando assim a esposa a entrar no mercado de trabalho e colocar os filhos na creche. É uma revolução imensa de transformação social, e os engenheiros sociais do ECA sabem aonde querem de fato levar as crianças e adolescentes: todos debaixo do controle e doutrinação sistemática do Estado.

Direitos — cuidado com esse termo!

Quando pensamos em direitos, logo imaginamos que é algo que nos permite escolher utilizá-los ou não. Por exemplo, se a lei diz que temos o direito de ir e vir, isso significa que, se quisermos, podemos ir até um cinema ou igreja. Se não quisermos, não vamos. Mas não é bem assim que o governo interpreta suas leis mais fundamentais aos seus objetivos. Quando o ECA (que representa ocultamente todas as ambições estatais de controle sobre as famílias) diz que as crianças têm direito à educação, significa pura e simplesmente que o Estado está obrigando os pais a mandar os filhos a escolas aprovadas pelas normais estatais. De novo, não se iluda: o que o ECA fala sobre educação nada tem a ver com educação. Tem a ver com doutrinação...

Trecho de um artigo do Blog Julio Severo

Direitos das crianças: O que a ONU e o Estado fazem para controlar as famílias


Julio Severo

As imposições do Estado brasileiro sobre a família baseiam-se principalmente no Estatuto da Criança e do Adolescente, documento criado para atender às exigências da Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. Essa Convenção, aprovada em 20 de novembro de 1989, foi lamentavelmente assinada pelo governo brasileiro.

Para as famílias, quais são as desvantagens da Convenção sobre os Direitos da Criança?

A Convenção impõe limitações rigorosas no direito de um pai ou mãe dirigir e treinar seus filhos.

Os pais correm o risco de sofrer processos por qualquer tentativa de impedir que seus filhos se envolvam com filmes ou atividades que eles considerem impróprios.

O artigo 14 da Convenção determina que as crianças têm a garantia de “liberdade de pensamento, consciência e religião”, indicando que a ONU atribui às crianças o direito legal de se opor aos esforços dos pais de lhes dar uma criação cristã. Além disso, o artigo 15 assegura às crianças o direito de “livre associação”, isto é, independente da vontade dos pais e até mesmo contrariando a vontade deles, os filhos podem se envolver com quem quiserem. O único que tem o direito de interferir é o Estado. Quando a ONU conseguir fortalecer a Convenção em nível mundial, os pais poderão ser proibidos de impedir seus filhos de se associar com amizades que eles considerem censuráveis.

Em 1995, a ONU repreendeu a Grã-Bretanha porque, em violação à Convenção, “dava aos pais permissão de remover os filhos de aulas de educação sexual nas escolas públicas sem consultar as crianças”.

Por causa da pressão de grupos evangélicos, o governo americano até hoje não assinou a Convenção sobre os Direitos das Crianças, de modo que nos EUA as responsabilidades e direitos das famílias não foram completamente anulados pela subordinação dos interesses das famílias aos interesses do Estado e da ONU. Os líderes evangélicos americanos então demonstraram muito mais inteligência do que os líderes evangélicos do Brasil, que nem mesmo chegaram a perceber o que estava acontecendo quando o presidente Fernando Collor assinou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 13 de julho de 1990, com o objetivo exclusivo de implantar no Brasil as normas da Convenção sobre os Direitos das Crianças.

Collor, que sofreu impeachment por corrupção, conseguiu, antes de sair do governo, subordinar o Brasil aos interesses da ONU e, conseqüentemente, subordinar mais ainda os direitos da família brasileira aos interesses estatais.

Enquanto muitos líderes evangélicos do Brasil estão envolvidos num “evangelho” social que os torna meros robôs da ideologia socialista e os deixa inúteis e cegos para tudo o que é realmente importante do ponto de vista legitimamente bíblico, líderes evangélicos dos EUA lutam, de modo corajoso e quase solitário, contra as agressões às famílias que as políticas da ONU representam.

O verdadeiro Evangelho social leva Jesus, não o socialismo, para a sociedade. Inspira e fortalece na sociedade os valores imutáveis da Palavra de Deus, não as idéias do satanista Karl Marx.

Por amor a esse Evangelho e ao futuro e bem-estar de suas próprias famílias, os evangélicos do Brasil, sejam líderes ou não, deveriam também entrar na luta contra o Governo Mundial que está se levantando no horizonte para arruinar tudo o que ainda resta de bom, justo e certo entre nós.

Afinal, por que deixar os evangélicos americanos lutarem sozinhos por uma causa que é importante para todas as famílias do mundo inteiro?

1 comentários:

Paulo Ceroll disse...

Prezado Julio Severo:
1. Enquanto lia este artigo lembrei-me de uma programação da televisão americana voltada para o “socorro” de famílias que têm crianças, cujos pais perderam o controle sobre seus próprios filhos. A versão brasileira foi apresentada pelo canal de TV aberta SBT.
2. Ao assistir um desses programas fiquei impressionado, não tanto com a eficiência das “babás”, mas com a frouxidão e, o patente despreparo, dos pais. Há apenas uma geração, uns quarenta anos, estas coisas não se viam!... 
3. As crianças (desses programas) eram submetidas (na minha opinião) a uma espécie de adestramento; e, porque crianças não são animais..., eu ficava imaginando quanto tempo durariam aquelas mudanças? Que valores haviam sido incutidos em suas “cabecinhas” em tão pouco tempo, que pudessem servir-lhes para o futuro, quando percebessem que haviam deixado de ser “atração”, quando não mais fossem “recompensadas” de alguma maneira? 
4. Realmente, a questão é forte. Todavia mais forte e triste é saber que todos os dias um sem número desses seres humanos estão sendo corrompidos e/ou castigados (mortos), pela sociedade, porque os pais se recusaram a usar da autoridade delegada por Deus para obrigá-los a cumprir ordens, a não ultrapassar limites, a respeitar a autoridade. 
5. Crianças não são “anjos”. São seres humanos com todo potencial para a maldade, como qualquer ser humano adulto (“Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra for pura e reta.” - Provérbios 20:11). Elas “fazem” suas escolhas pessoais muito antes dos próprios pais serem capazes de perceber. Portanto, necessitam aprender sobre os valores morais e espirituais absolutos, necessitam de bons exemplos de conduta ética e de abundantes estímulos para seguir, para se nortearem: o castigo físico também tem esta função como foi demonstrado, agora pela Ciência!. 
6. “A estultícia [insensatez, estupidez, grosseria] está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.” - Provérbios 22:15.
7. Para finalizar e mostrar que A FALTA de entendimento e disposição para aplicar o castigo físico como autoriza a Bíblia, não é “privilégio” só de descrentes, vou citar alguns casos reais, que justificam a nossa preocupação com o assunto:
8. O primeiro, de uma mãe que ameaçou queixar-se à polícia contra o próprio marido porque ele “atreveu-se” (a quebrar esse paradigma “moderninho”) e deu uma única palmada na própria filha, reconhecidamente, mal-criada .
9. O segundo caso, é de um jovem casal que, passivamente, sofre a interferência da sogra, na educação do filho. A “véia” se opõe abertamente a qualquer tipo de castigo físico ao seu netinho, chegando ao cúmulo de desautorizar os pais (na frente do filho).
10. O terceiro caso é dramático, é o fim da linha: o de um marmanjo de quase 30 anos, que pelo fato de nunca ter levado umas boas, santas e justas palmadas (sempre protegido pela mãe), de uns tempos para cá ameaça fisicamente o próprio pai... 
11. Detalhes: todos os casos acima são de pais que tiveram uma educação tradicional; dizem-se “cristãos”; têm acesso a informação de qualidade; possuem um bom poder aquisitivo; etc, mas que “tomaram a decisão” de adotar conceitos modernos e antibíblicos na criação dos filhos e rejeitar as recomendações bíblicas. 
12. Freqüentemente, esses pais são ouvidos “suplicando” aos seus filhos que se comportem ou “pagando o maior mico” em público. São uns verdadeiros “PAInacas”!... 
13. É justo dizer que crianças que vivem o contexto acima não manifestam qualquer traço da má-criação até serem contrariadas. Ou até que seus “PAIlhaços” deixem de agradar-lhes. É uma vergonha!
14. É interessante o que diz a Bíblia profeticamente sobre o relacionamento entre pais e filhos, nos “últimos dias” que antecedem a Segunda Volta de Jesus Cristo: 
15. “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, DESOBEDIENTES A PAIS E MÃES, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.” (2 Timóteo 3.1-5)
16. A causa dessa rebelião não é só a ação de demônios. Todos os pais instruídos nas Escrituras judaico-cristãs sabem como DEUS ama a família humana e como são rigorosos os Seus mandamentos para preservar a família e a relação entre pais e filhos. Contudo isso, há pais que desprezam as instruções d´Aquele que é o fabricante de seres humanos: que sabe bem o que é o ser humano, pecador deste o nascimento (Salmos 51.5). 
17. Verdadeiramente, o espírito do “anticristo” está trabalhando no sentido de anular a autoridade dos pais sobre os filhos, a fim de que ele os adote. E, mais, uma vez é o governo de nosso país, que está patrocinando isso.

Fonte: Blog Julio Severo

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Educação pervertida


Intrusivas políticas estatais deixam famílias fracas, confusas e vulneráveis

Julio Severo

De acordo com o jornal O Globocada vez mais pais aflitos recorrem à Justiça para resolver os problemas de seus filhos. “Seu juiz, trouxe o meu filho aqui porque não sei mais o que fazer” é frase ouvida com frequência nas salas de audiência. Depois de anos de doutrinação de psicólogos contrários a limites firmes e disciplina, nem psicologia nem psiquiatria estão conseguindo oferecer solução para as famílias. Pais desesperados pedem socorro a juízes até para questões mínimas de limites para os filhos. É essa a função verdadeira dos juízes?

Famílias do passado tinham autonomia e filhos delinqüentes eram raridade

No passado, qualquer família tinha autonomia, disposição e proteção para resolver seus próprios problemas. Um filho que havia cometido desobediência grave era surrado até com pedaço de pau. A desobediência morria com tanta eficácia que as gerações passadas tinham problemas, mas não de delinqüência juvenil, que era resolvida de forma enérgica. O Estado nem pensava em desafiar a autoridade e direitos dos pais na fundamental responsabilidade de criar os filhos.

Pequenos roubos e desafios eram tratados ao rigor do clássico “arreio”. Um senhor contou-me que, ao ser pego com uma revista pornográfica na adolescência, seu pai lhe deu uma surra tão forte que ele foi curado da pornografia. É desnecessário dizer que, mesmo sendo pobre, ele não se tornou delinqüente, nem precisou resolver suas frustrações em drogas, prostituição e crimes. Ele se tornou um homem trabalhador, querido e respeitado.

Enfim, os pais do passado tinham plena autonomia para corrigir os problemas de comportamento de seus filhos. Hoje, os pais não têm nenhuma autonomia. Eles têm medo.

Tente colocar seu filho para trabalhar num negócio da família — prática universal durante milhares de anos —, e agentes estatais do Conselho Tutelar lhe mandarão uma intimação desagradável. Será que trabalho para filhos é “nocivo” porque os filhos ficam sem tempo para se envolver com bebidas, drogas, farras e sexo?

Tente surrar seu filho com uma vara, impondo limites inegociáveis e rígidos. Novamente, agentes estatais, pagos com o dinheiro suado dos próprios pais, farão seu trabalho sujo de intromissão.

Por outro lado, nas escolas públicas crianças são doutrinadas acerca de seus direitos e de como denunciar seus pais se eles não se conduzirem conforme as imposições do Estado. Alunos são ensinados sobre os limites dos pais, enquanto o próprio Estado quebra todos os limites morais ao apresentar o sexo antes do casamento ou a relação homossexual como coisas normais. Ai do pai ou da mãe que discordar dessa educação imposta pelo Estado!

Diante disso, como impedir a desestruturação da família, quando o próprio Estado está envolvido na destruição da autoridade dos pais?

Os pais perderam sua autonomia necessária. Com o estrangulamento estatal dos direitos dos pais, as famílias naturais mal conseguem respirar.

Hoje, quem tem autonomia sobre as decisões da família é o Estado. Não que essa seja a sua competência, mas como está difícil acabar com a criminalidade real — o cronômetro do fracasso estatal agora marca mais de 50 mil assassinatos por ano no Brasil —, o governo prefere interferir na família, a fim de mostrar que está trabalhando. (Reconheça: não é nada fácil o Estado mostrar eficiência e trabalho com brutamontes assassinos!)

Beco sem saída para as famílias

O resultado? Famílias se desintegrando e que não sabem mais o que fazer. Elas estão num beco sem saída. Se cruzam os braços, são acusadas de negligência. Se usam o método tradicional e eficiente da vara, são acusadas de criminosas e abusadoras de crianças — sem mencionar que os psicólogos e psicanalistas ficarão furiosos, pois perderão boa parte de seus clientes. A única opção que o Estado lhes deixa é (tcham, tcham, tcham) obedecer ao Estado.

Na matéria de O Globo, um juiz desabafa: “O trabalho que fazemos aqui é muito mais social do que judicial”. A declaração é do juiz Marcius Ferreira, há um ano titular da Vara da Infância e da Juventude.

Juízes e autoridades estatais deveriam se envolver em questões de competência das famílias? Não são os pais que devem lidar com crianças e adolescentes desobedientes? Juízes e autoridades estatais deveriam lidar com jovens criminosos, não desobedientes. Criminoso, seja de que idade for, tem de ser tratado criminalmente pelos juízes — sem nenhuma impunidade. Filhos desobedientes (não criminosos) devem ser tratados pelos próprios pais.

O Globo então relata:

Preocupada com o avanço do fenômeno, a conselheira Andréa Pachá, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), disse que a família antigamente era estruturada de maneira mais vertical, e a autoridade nem sequer era discutida.

— Já as novas famílias, resultado de sucessivos divórcios e novos casamentos, são mais democráticas e já não encontraram espaço adequado para impor limite. Essa demanda acaba chegando à Justiça e gerando distorções — lamenta.

O divórcio e o recasamento, evidentemente, deixam muitas famílias sem estrutura e autoridade para impor limites e disciplina nos filhos. A situação das mães solteiras, cujos filhos são responsáveis por 70% da delinqüência e crimes juvenis, é o maior fator de problemas. Como resolver o aumento de assassinatos cometidos por adolescentes e jovens quando o governo incentiva a situação das mães solteiras?

Em vez de proteger e incentivar a família natural, o que o governo faz para dar soluções? Facilita os divórcios. Para garantir o caos social, o Estado impõe como padrão não a família natural, mas a família destruída. Carteiras de identidade e outros documentos omitem vergonhosamente o nome do pai, a fim de não ofender crianças concebidas por mãe solteiras. Assim, o Estado trata a família natural com descaso e abuso, elevando as exceções trágicas a nível de respeito e padrão.

A omissão comprada da imprensa

O pior é que a imprensa não colabora para revelar a verdade, apontar os erros e mostrar quem são os culpados reais. Quando noticiam os problemas das famílias, a imprensa omite completamente o papel do Estado como um dos grandes provocadores de problemas. Pelo contrário, o governo é apresentado como a Grande Solução. Não é para isso que a imprensa é paga?

A imprensa tem escolha, a não ser se vender? Anos atrás, o comunista José Dirceu (que, pela total ausência de arrependimento público pelos seus crimes, ainda pode ser considerado terrorista comunista) telefonou para a TV Record para “conversar” sobre o jornalista Boris Casoy, que insistia em noticiar os escândalos do governo Lula. Dirceu insinuou que a Record poderia perder o patrocínio de empresas estatais, que parariam de investir milhões em comerciais na televisão que se diz evangélica e a favor da família. Logo depois, Casoy foi despedido.

Quer persuadir um dono de TV? Ameace suspender o patrocínio milionário de anúncios comerciais! Esse tipo de negociação é infalível. E o governo faz essa chantagem usando nosso próprio dinheiro.

Genuína liberdade de imprensa indica a raiz dos problemas

Qual é então o jornalista que ousará imparcial e objetivamente apontar a verdade de que o Estado tem participação fundamental na destruição das famílias e seus valores? Resta então a um escritor como eu, que não depende de patrocínio da Petrobras ou outra gigante estatal amordaçadora, a responsabilidade de mostrar os fatos como são.

Não é a toa que o público respeite tanto alguns blogs. Onde mais encontrar genuína liberdade de imprensa?

Enquanto o jornalista vendido revela o que o Estado quer ver, o escritor livre revela ao público o que precisa ser mostrado — doa a quem doer. E quem está reclamando de dores é o próprio Estado.

Fora dos blogs, a castração estatal sobre a grande imprensa é implacável.

Como escritor livre, tenho a liberdade de dizer que os Dez Mandamentos, que são padrão legal e universal para toda a humanidade, apontam Deus e em seguida os pais como prioridade de respeito. Nem mesmo as igrejas podem ocupar esses lugares. Aliás, até mesmo as igrejas e o Estado devem respeitar o papel de Deus e dos pais na sociedade.

Estado voraz X família vulnerável

Contudo, o Estado exige estar acima tanto de Deus quanto dos pais, cobrando obediência absoluta até mesmo em áreas que não lhe pertencem. O resultado é o que todos podemos ver em toda a sociedade.

No passado, se um filho ousasse levantar a voz para o pai ou para a mãe, levava do pai um tabefe ou pior. Hoje, filhos levantam a voz, a mão e o braço para os pais, sem medo e com autoridade. E ai do pai ou mãe que ousar levantar a voz e a mão ao filho delinqüente de tanta doutrinação estatal — os abutres estatais dos conselhos tutelares estão prontos para cair em cima da vítima. Essa invasão da autonomia da família, onde o pai é proibido de exercer sua autoridade de disciplina sobre o filho desobediente, é fruto do ECA — presente do Estado.

Hoje, menores de 18 anos levantam facas e armas para matar, e realmente matam — quantos quiserem. E o que recebem de castigo? Internamento em instituições de reabilitação até os 18 anos. Essa perversão de tratamento impune a um criminoso é fruto do ECA — presente do Estado.

É de admirar então que pais e mães estejam confusos, desesperados, desorientados, frustrados, aflitos e sem saber o que fazer? É de admirar que eles estejam recorrendo a juízes para lidar com a desobediência dos filhos que no passado era facilmente resolvida por qualquer pai minimamente consciente de seus deveres e responsabilidades?

O Estado, com a cumplicidade de ONGs maritacas sugadoras de impostos, impõe políticas prejudiciais, abusivas e absurdas às famílias e depois, debaixo do nariz e do acobertamento da mídia comprada, dá meia volta e joga a culpa em tudo e em todos. Ou então a própria imprensa comprada assume o trabalho sujo de culpar a tudo e a todos. Todos são culpados, menos o Estado e a mídia liberal. Mera coincidência?

A mídia finge que cobra e critica o governo, o governo finge que cobra e critica a mídia, mas a família não precisa fingir nada, pois é ela que está sendo atingida pelo fogo real dos dois lados.

Com o Estado provocando danos, se intrometendo onde não deve e mantendo a grande imprensa amordaçada e encoleirada através de chantagens legais, políticas e financeiras, as famílias não têm autonomia, não têm direitos e não têm liberdade. Ninguém reclame, pois, do estado das famílias brasileiras e da delinqüência dos jovens. Preocupemo-nos, em vez disso, com os falsos amigos da família: o Estado, que promove leis que fazem mais mal do que bem; e a mídia liberal, que mantém seu acobertamento fiel sobre os atos anti-família do Estado.

Os falsos amigos não se traem. Não é a toa que para lançar sua campanha para destruir a autoridade dos pais para disciplinar os filhos, o governo Lula tenha escolhido Xuxa como representante da mídia comprada. Deixando de confiar neles, as famílias estarão dando um importante passo para a sua estruturação.

Fonte: www.juliosevero.com