quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Victor

Como terapeuta em quimio-dependência, qual foi o caso mais assombroso,que tu enfrentastes no "Lar da Paz" ?
Foi com o Victor, 40 anos, um uruguaio que nos foi trazido pelo Ministério Público em Cacoal-RO.
Ele nos foi encaminhado após o Conselho Tutelar retirar-lhe a filha de 8 anos, os dois vivendo em condições precárias, abandonados pela mãe.
Depois que a filha lhe foi retirada ele parou de falar. Comportava-se como um autista mudo, olhar vidrado e distante e mal comia.
Estava conosco há quase um mês e não conseguíamos nos comunicar com ele e nem fazê-lo emitir nenhum som ou reação.
Até o dia em que meu filho caçula, Mateus, aproximou-se dele, estendeu-lhe a mão e disse: "-Paz do Senhor?" Após alguns segundos fitando o Mateus seriamente, Victor abriu um sorriso, e estendeu a mão devolvendo o cumprimento respondeu: "-Paz do Senhor". Os dois começaram a conversar e aos poucos Victor foi se recobrando e no final do programa nós o enviamos de volta ao Uruguai para buscar nova documentação e regularizar sua situação.
A última noticia que tive foi de um pastor uruguaio que estava ajudando-o e ligou-me para confirmar sua história.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

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Das Trevas para a Luz - final


Indo pra casa de recuperação numa Kombi caindo aos pedaços estávamos o Pr Wellinghton Antunes, fundador e diretor do trabalho do Desafio Jovem Peniel na época, eu, sentado no meio e meu acompanhante, o Dr Geraldo, também recuperado na entidade.
Haviam dito, antes de eu sair para Ariquemes-RO, que com uns quinze dias no programa eu poderia sair recuperado do vício. Então, com o orgulho do esforço próprio, tencionando ficar no máximo uns 10 dias, perguntei ao pastor qual o tempo mínimo que alguém já havia sido recuperado. Com toda a sua simplicidade e calma mineira ele respondeu: "- O tempo mínimo no programa é de seis meses".
Quase pulei da Kombi. Seis meses me parecia uma eternidade. Mas me calei pensando em dar o fora na primeira oportunidade.
Ao chegar no sítio tive uma sensação de miséria e abandono como nunca na vida. A casa de madeira era velha e feia, não havia luz elétrica e apenas um gerador de energia que funcionava 3 horas por noite quando não resolvia dar xiliques. Não havia água encanada. O banho era de canequinha com água meio barrenta retirada do poço que, quando secava, nos fazia andar mais de 150 metros para buscar água de balde num poço vizinho.
Não sei como me submeti àquela situação. O desespero e a vontade de sair das drogas acho que me levaria a encarar qualquer coisa, afinal eu estava a um passo do suicídio.
Depois de ser recebido e acomodado pelo obreiro Bebeto, a gentileza em pessoa e já falecido, aparelhado com uma enxada enorme e pesada, fui conduzido para a terapia ocupacional  com os outros internos.
Ao chegar no meio da turma que tinha umas sete pessoas o meu desespero aumentou. Um deles cantava um hino evangélico, outro gritava "Aleluia!" e "Glória à Deus!" e um outro virou pra mim e disse: "- Seja bem-vindo em nome de Jesus. Aqui Jesus vai mudar a tua vida".
Quase pirei e pensei: "Meu Deus! Vim parar no meio de gente mais doida do que eu! Isto não vai dar certo".
Eu não gostava de crentes. Achava-os um bando de alienados (e alguns são mesmo). Tenho que dar o fora logo daqui, pensei.
Mas depois de alguns dias comecei a notar algo diferente na maioria dos internos. Eles eram pessoas que tinham uma alegria verdadeira e uma paz que eu sempre havia procurado e nunca encontrado. Comecei a invejá-los. Quando perguntados atribuíam tudo ao seu relacionamento pessoal com Jesus. Comecei a ficar curioso. Eu tinha religião mas não era nada parecido com aquilo.
Uma tarde, quando todos estavam nas tarefas, saí sem ser notado e entrei no alojamento. Estava só e parece que havia uma atmosfera eletrizada, como um parto prestes a acontecer. Despido do meu orgulho como alguém que se entrega ao cirurgião, e escondido entre os beliches, ajoelhei-me no canto do alojamento e fiz o que acho ter sido a primeira oração real da minha vida. Eu disse: "Deus, se tu existe de verdade, muda a minha vida. Arranca essa angústia da minha alma e me faz uma pessoa diferente!" e arrematei, hoje grato por Deus não levar em consideração a nossa ignorância teológica: "-Eu te dou vinte dias, Deus. Se em vinte dias não acontecer nada diferente na minha vida eu vou embora daqui e nunca mais quero saber de nada a teu respeito!"
Não sei direito como aconteceu mas dois dias depois eu acordei cantando um hino. Desconfiei que era influência do ambiente e até me vi brega e "decadence" mas não importava. Havia alegria em mim. Um fio de esperança balançava sobre a minha vida.
Nos dias que se seguiram, nos momentos de leitura bíblica e meditação, as palavras da bíblia tinham um outro sentido. Pareciam falar diretamente comigo e eu tinha fácil entendimento delas, e eu já havia lido a bíblia antes. Parecia que Deus falava sentado ao meu lado ensinando o sentido verdadeiro de cada passagem. Eu vibrava, como alguém que havia encontrado um tesouro.
Quando descobri então sobre o louco plano da salvação, entreguei-me completamente à esse Senhor amoroso e compreendi que algo tão valioso não poderia ficar escondido comigo...o mundo deveria saber disso.
Revelações novas continuavam vindo e continuam até hoje e as conhecidas se aperfeiçoam e ganham um novo enfoque e perspectiva a cada dia. O interessante que na minha turma de internos as discussões e desavenças não eram por coisas comuns da vida e sim por interpretações divergentes da bíblia. Grande turma aquela. Alguns tornaram-se missionários, outros pastores e servos fiéis.
Tudo o que relato aqui é de forma resumida. Muitas coisas relevantes aconteceram e que ocupariam muito espaço e infelizmente as pessoas não têm mais paciência para ler um texto muito longo. Quando relato meu testemunho nas igrejas consigo expor de forma mais diversificada e completa.
Paralelamente Deus fazia a obra na minha familia. Ao terminar o programa e retornar para casa encontrei minha esposa convertida e freqüentando uma igreja batista. Eu havia voltado pra dizer que sairia pelo mundo para ser um pregador da Palavra de Deus, sem salário e totalmente dependente de Deus e que eu iria começar pelo centro de recuperação pois lá carecia de obreiros. Temi pela resposta dela mas ela disse: "-Vou com você pra onde você for". (Yesssss!!!)
Estamos há 17 anos trabalhando com recuperação e tívemos o privilégio de fundar e dirigir igrejas e centros de recuperação e vermos centenas de pessoas libertas e salvas e também vê-los crescer e tornarem-se servos abençoados, pastores e missionários. Muitas coisas "inacreditáveis" aconteceram neste tempo que ocupariam um livro para serem relatadas e com o tempo serão.
Bendito seja o Deus e Pai do Nosso Senhor Jesus Cristo que nos fez filhos e nos vocacionou e nos ungiu para tão nobre trabalho no qual tudo proveu e nunca nos deixou faltar coisa alguma.
A Ele seja a Glória eternamente!

Pr Julio Soder

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O muro e as portas


Os muros que servem de proteção podem tornar-se também uma prisão religiosa.
Reflexão sobre a reconstrução dos muros de Jerusalém por Neemias na Igreja Peniel B.A. em Contagem-MG em 06/12/2009.

18 Mb - 40 min


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Pr Julio Soder

Das trevas para a luz - Parte 2


...Continuação.

Chegamos em Rondônia em 1984.
Eu, Elenir, Maita, nossa filha de quase um ano e um amigo, sócio, relojoeiro e viciado como eu.
Fomos morar bem no interior, fora do eixo da BR 364, numa cidade que estava começando, Alta Floresta.
Eram seis meses de seca e seis meses de chuva, poeira e barro, muito calor e condições precárias. Tudo era muito caro e também cobrava-se caro por qualquer serviço.
Havia trabalho pra todos, muita madeira, muito ouro e muita cocaína pura. Era a economia da região na época.
Montamos a relojoaria que logo começou a prosperar mas dinheiro na mão de viciado é vento.
Logo conhecemos os "malucos" do lugar. A cocaína atrai gente diferente do usuário de maconha. Ali cheiravam abastados comerciantes, políticos, fazendeiros e gente "respeitável" da cidade. As reuniões para curtir parecia um evento familiar.
A quantidade e a freqüência de uso foram aumentando gradativamente e eu não percebia que estava afundando. Quando queria droga em quantidade e qualidade maior e mais barata era só ir à Bolívia, à cerca de quatrocentos quilômetros dali, distância pequena para uma região enorme. Fiz esse trajeto várias vezes.
Eu só trabalhava "doido", quase não dormia e comia pouco. Compromissos profissionais descumpridos, dívidas no banco, com a colaboração do plano cruzado do Sarney e vivendo em função da droga, em menos de três anos a falência financeira e moral batia à porta.
Então, em 1987, eu, Elenir, Maita e Lucas, nossos filhos, mudamos para Cacoal, apenas com as ferramentas para a fabricação de jóias a fim de recomeçar a vida.
Foi uma ilusão achar que a mudança de lugar mudaria a minha vida. O problema estava comigo; eu era o problema.
Foram mais sete anos de dores e ranger de dentes. Tive overdose quase letal algumas vezes. Agora eu não cheirava mais; eu injetava; o efeito era maior. Naquele calor da Amazônia eu vestia manga comprida para esconder as picadas nos braços.
Propositadamente omito aqui as circunstâncias, as peripécias e os detalhes escabrosos deste tempo. Isto ocuparia um livro e não tenho prazer nenhum em relembrar a sordidez dos meus pecados.
Sinceramente tentei largar as drogas várias vezes. Mas meus esforços duravam pouco. Se com a cocaína era ruim, era pior sem ela. O grito silencioso e angustiante da alma estava lá e agora, mais desesperado.
Pensei em suicídio muitas vezes. À princípio parece uma idéia absurda mas a falta de uma solução eficaz vai tornando-a aceitável.
Apesar de minha vida conjugal e familiar estar indo de mal a pior eu os amava. Eles sofriam e a culpa era minha. Decidi acabar com aquele sofrimento. Eu suicidaria naquela noite. Bastava tomar uma pequena quantidade de cianureto, substância que eu utilizava na fabricação de jóias.
 Eram 9 horas da noite. Eu já tinha usado muita cocaína e bebida e esperava todos dormirem para tomar o veneno. Minha esposa ia passando pela sala e eu disse a ela: - Hoje os teus problemas vão acabar!
Ela saiu pelos fundos e eu só fiquei sabendo meses depois que ela pressentiu algo de muito ruim e foi falar com uma vizinha crente, que ligou pra outra crente e não sei por quantos crentes passou até que às 11 horas daquela mesma noite a Dra Raquel de Carvalho, médica e crente de verdade entrou na sala da minha casa.
Ela é pequena, de voz mansa e autoridade inquestionável e perguntou-me: -Você quer sair desta vida?
Mostrei-lhe os braços todos marcados pelas picadas e disse: - Pra mim não tem jeito mais.
Ela olhou pros meus braços e disse: Isto é muito pouco pra Jesus, meu filho. Que ir para um lugar onde você possa ser ajudado?
Eu disse: Quero, vou morrer mesmo. (Que mal faria?! Eu já estava morto mesmo).
Aquela mulher me amou sem nunca precisar dizer "eu te amo". Ela pagou a minha passagem, pagou uma pessoa para me levar e ajudou a sustentar minha familia enquanto eu estava no programa de recuperação e ajuda até hoje. Não somente pelo que ela fez por mim mas pelo que vejo na vida deles, Credival e Raquel de Carvalho são os crentes mais legítimos que conheço. E eles nem "falam em línguas" e nem precisam.
Então, no dia de "Finados" do ano de 1993, cheguei na Casa de Recuperação do Desafio Jovem Peniel na cidade de Ariquemes em Rondônia.

Continua...


Pr Julio Soder

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Das trevas para a luz - Parte 1


Fui viciado em drogas durante vinte anos. 
Ninguém se torna viciado do dia para a noite.
Viciados não são hipócritas. Eles reconhecem a profundidade da sua dor e buscam uma solução a qualquer custo; e acabam adquirindo uma dependência na tentativa de aplacar os efeitos angustiantes da ausência de Deus, o verdadeiro pecado.
Experimentei muitas coisas tentando calar o grito silencioso e angustiante da minha alma.
Aos 12 anos eu já bebia muito. Era um sinal de hombridade na cultura jovem onde eu crescia. Dava um certo "satus"; mais um aditivo amortecedor da angustia, apesar das consequências nauseantes.
Aos 16 (hoje os jovens são iniciados bem mais cedo), conheci a maconha no lugar onde a maioria dos jovens são iniciados nas drogas: na escola. Não queria e nem pensava em me tornar um viciado mas temi ser rejeitado pela turma que me ofereceu o "baseado". Eles eram os únicos que eu me identificava, que sofriam as mesmas angústias e questionamentos meus. Angustia + solidão deveria ser uma associação terrível, pensei.
Havia também uma multi conspiração ao nosso redor. Pink Floyd e Led Zeppelin estavam no auge na época, conclamando a juventude à busca de algo que ninguém sabia direito o que era. As meninas só queriam estar com os maconheiros. Elas consideravam a gente "cabeça" e a expressão "sexo, drogas e rock' roll" marcaram bem aquela época.
Minhas notas na escola foram caindo e o vocabulário também. Quando maconheiros reunidos e "chapados" conseguirem articular "falôu!", Sóóó!" e "pode crê!" já é um tratado filosófico.
A frequência de uso foi aumentando aos poucos, novos usuários surgiam aos montes e o que antes era de graça agora era pago e caro.
Os valores morais e os limites em que fui criado por meus pais foram ruindo. Mentiras e pequenos furtos em casa eram constantes para manter o vício.
Consegui terminar o 2º grau com notas mínimas em algumas matérias.
Antigos amigos e companias foram substituídas por gente mais comprometida com o universo das drogas. Com a convivência cada vez mais assidua com a criminalidade minha ousadia e malignidade começaram a aumentar até ser preso e condenado a três anos de prisão junto com uma "galera".
A prisão é um terror e aquele tempo que lá passei e as peripécias daquele lugar merecem um capítulo à parte...ou nem merecem.
Quando saí da prisão decidi sair pelo Brasil e tentar uma nova vida.
Cheguei no Paraná onde conheci minha esposa.
Mas só o lugar era novo. Por dentro eu ainda era o mesmo. E aquele grito silencioso e angustiante da ausência de Deus continuava ali e, cada vez maior...
Em pouco tempo lá estava eu reunido com os mesmos tipos. Havia uma espécie de identificação e atração mútua.
Mais temeroso depois da prisão comecei a traficar maconha do Paraguai. Eu não gostava de crimes. Gostava mesmo era da droga. Arrisquei a liberdade e a vida vária vezes atravessando a ponte da Amizade, na divisa de Foz de Iguaçu com o Paraguai. Muitas vezes levava minha esposa comigo. Ela suportava tudo por mim. Ela me amava como até hoje.
Aprendi a profissão de ourives para despistar a atenção sobre o tráfico e comecei a gostar da profissão. Tornei-me um bom joalheiro e, sabendo da corrida do ouro e madeira no estado de Rondônia, mudamos para lá no início da década de 80.
Foi ali que o verdadeiro inferno começou.
Ali abundou o pecado mas também superabundou a graça, mas não sem antes mergulhar em densas trevas.

Continua não sei quando...

Pr Julio Soder

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Uma guerra religiosa



A perseguição aos judeus e a sua luta vista como uma guerra religiosa com o objetivo de destruir Israel e varrer a memória de Jeová da face da terra.
Uma reflexão em um texto do livro de Neemias por ocasião da reconstrução dos muros de Jerusalém.


24 Mb - 26 min


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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Lança a tua rede


A palavra, a fé e a obediência abordados numa reflexão do texto de Lucas 5:1-11, "a pesca maravilhosa", na Igreja Peniel B.A. em 29/11/2009.

23Mb - 25 min


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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A terra por si só frutifica


Pequena reflexão sobre a nossa preocupação em fazer e ajudar a planta a produzir o seu fruto; ato que só tem nos cansado e desanimado.
Deus usa trabalhadores mas não precisa de ajuda.

6 Mb - 13 min



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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Antes que as pedras clamem!

Os tempos são difíceis. Urge que o povo se mobilize. Não dá para virar o rosto como os religiosos da Parábola do Samaritano. Contudo, faltam profetas !

Precisa-se de profetas mostrando a impotência dos rituais religiosos para mudar realidades. Mas eles devem ter a coragem de Isaías para proclamar: “Parem de trazer ofertas inúteis!... Não consigo suportar suas assembléias cheias de iniqüidade... Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei !” (Is 1.13) Requerem-se profetas com o dedo em riste , avisando que o jejum que Deus quer não é abstinência de comida, mas o esforço para se restabelecer a justiça : “Será esse jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinza ? É isso que vocês chamam de jejum, um dia aceitável ao Senhor ? o jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça , desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo ? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado , vestir o nu que você encontrou , e não recusar ajuda ao próximo?" (Is. 58.5-7).

Precisa-se de profetas que fujam da picada da mosca azul. O Brasil carece de homens que não tenham preço. É necessário surgirem profetas que, a exemplo de Micaías, não permitam que seus nomes constem na folha de pagamento dos poderosos. Josafá, rei de Judá, desejou firmar uma aliança com o rei de Israel, mas antes procurou consultar a Deus. Acabe tinha cerca de 400 profetas assalariados. Josafá se intrigou com a unanimidade e pediu para se aconselhar com alguém independente. Havia Micaías, que estava preso. Ao buscá-lo, o mensageiro advertiu: “Veja, todos os outros profetas estão predizendo que o rei terá sucesso. Sua palavra também deve ser favorável”. Micaías, porém, respondeu: “Juro pelo nome do Senhor que direi o que o SENHOR me mandar” (1 Rs 22).

Precisa-se de profetas que não alicercem seus ministérios em manifestações sobrenaturais de sinais, mas que estejam contentes de poderem transmitir a verdade de Jesus. Que sejam como João Batista, pois nenhum milagre se fez por intermédio dele, mas tudo que ensinou a respeito de Jesus era verdade (Jo 10.14) . Quem dera se mais homens falasse como Paulo : “Os judeus pedem sinais miraculosos, e os gregos procuram sabedoria, nós, porém , pregamos a Cristo crucificado, o qual , de fato , é escândalo para os judeus e loucura para os gentios , mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e a sabedoria de Deus" (1 Co 1.22).

Precisa-se de profetas que saibam lamentar como Jeremias e chorem porque o processo de evangelização brasileiro priorizou salvar almas e não pessoas; prometeu o céu, mas descuidou em gerar ações trasnformadoras da história, gastou recuros financeiros em proveito da própria instituição e desperdiçou oportunidades de ser referência ética. O Brasil precisa de mais profetas chorões. Só eles saberiam fazer a espiritualidade ser mais solidária com os miseráveis da terra.

Os dias são difíceis. Oremos para que se levantem pregoeiros da justiça antes que as pedras comecem a clamar.

Pr. Jonas Santos 
 

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A graça da garça

Fonte : Púlpito Cristão

O mair evento humano


Mensagem baseada no Livro de Cantares por ocasião do Casamento de Frederico e Gabriela, na Igreja Peniel B.A., em Contagem-MG, em 21/11/2009.


15,7 Mb - 17 min





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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Eles estão vindo


Eles vêm, meu caro. Impávidos. Não aceitam os céticos, quando o assunto é a natureza humana. Nem os crédulos, quando falam numa redenção sobrenatural e gratuita.

Eles vêm, minha amiga. Resolutos. Não vão tolerar no seu ventre o fruto dos seus sonhos. Nem a você como sacerdotisa de uma família autônoma. No máximo, uma burocrata. Rígida, estéril.

Eles vêm, meu distinto senhor. Enfurecidos. Não vão tolerar as máquinas ligadas por muito tempo para sustentar sua vida caso um derrame lhe acometa. Nem a esperança daqueles que crêem na sua recuperação.

Eles vêm, minha senhora. Despudorados. Com recursos fartos para suas orgias públicas, mas não ouse reclamar. Nem se oponha a aliciação de seus netos nas escolas, nas falsas igrejas, nem nos prostíbulos de conspiração política.

Eles vêm, reverendo. Sagazes. A imanência é a nova ortodoxia. Nada de vocações autênticas, de inspirações e ministérios espontâneos, nada de zelos teologais. O cânon é o deles, o índex, e o loteamento. Na terra, e só da terra.

Eles vêm, artista. Solícitos. Mas desde que a sua subjetividade se torne assunto de estado. Sua alma agora é panfleto, seu amor, megafone, seus pincéis, armas de fogo.
Não ouse desafinar enquanto é executada a sinfonia da supressão do espírito.

Eles vêm, trabalhador. Avarentos. Não vão tolerar outros patrões diante deles, e só a eles você prestará serviços. O profissional liberal, outro herege. As fornalhas esperam os submissos, para mover a máquina; e os rebeldes, lenha viva.

Eles vêm, cientista. Decididos. Cuide do seu relatório, pois os céus e os sóis, agora, são deles funcionários. A grande desculpa, para tudo controlarem, para tudo regularem, para tornar o círculo um quadrado.

Eles vêm, homem livre. Ardilosos. Omitindo informações. Falseando a realidade. Pervertendo o direito. Sufocando a fluidez da vida. Enaltecendo as equações frias da ideologia psicótica.

Ele vêm, meus prezados e minhas prezadas. Para construir o reinado do anticristo. A era da mentira.

E você, vai para onde?

Extraído de Profeta Urbano

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Melhor é serem dois do que um...


Nem Deus é sozinho...
Ele mesmo constatou: "Não é bom que o homem esteja só".
Melhor é serem dois do que um - reflexão baseada no texto de Eclesiastes na Formatura do Curso de Noivos na Igreja Peniel B.A. em Contagem em 14/11/09.

22 Mb - 24 min                                                                           

                                                                                            

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foto da dupla musical "Dois em Um" (Novelli)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

TTB - Introdução a Bíblia; A sua Importância


Ouça os programas periódicos.
São de grande riqueza espiritual.

Programa nº 1:
Introdução a bíblia; A sua Importância
30 min


OUÇA - CLIQUE AQUI


Fonte: TTB

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CURTAS & GROSSAS do Pastor - 4


"Bitolado" é o sujeito que tem respostas pra tudo.

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Discordar não é intolerância. Intolerância é tentar impedir as pessoas de manifestarem o que pensam.


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Saramago: "Deus não existe fora da cabeça das pessoas" - Donde se conclui que quem não crê na sua existência não tem cabeça.


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Comentário no site do Senado à respeito da enquete - PLC 122/2006: 
Srs. Senadores da República Federativa do Brasil,
Em referência à enquete à respeito da PLC 122/2006 que esta casa apresenta em seu site:
Devido aos acontecimentos recentes em falha de segurança alegada pela própria casa e aos acontecimentos éticos julgados recentemente por esta casa, a população brasileira não acredita mais na integridade e na lisura do resultado de tal enquete.
Com vergonha dos representantes de meu país,
Julio Soder


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O socialismo é um sistema perfeito de igualdade. Torna todos pobres em todos os aspectos.


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Deus de verdade é o que ressuscitou. O resto é filosofia...


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A expressão "DITADURA DE ESQUERDA" é uma redundância. A esquerda não subsiste se não for uma ditadura.

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O que muitos pensam que é apenas política na verdade são ideologias, sofismas e ardis do inimigo que se levantam contra todo o conhecimento de Deus.



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Amantes de si mesmos


O evangelho centralizado no "eu" faz de Jesus nosso "seguidor", a fim de nos proprorcionar prazer "espiritual" e emocional, que funciona como uma droga cujos efeitos não são permanentes.
Palavra pelo Pr Julio Soder em 08/11/09 - Contagem-MG


35 Mb - 38 min


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sábado, 31 de outubro de 2009

Tentativa de Suicídio no Centro de Recuperação


Estava quase cochilando, depois do almoço de domingo, quando Ernanio ligou despertando-me imediatamente:   -"Pastor, o Ledir tomou veneno!".

Acho que era por volta do ano de 2002, na cidade de Cacoal, em Rondônia, região conhecida como "Amazônia Legal". Eu dirigia os programas terapêuticos da Fundação Vida Nova, uma entidade filantrópica que existia pela graça de Deus através do amor, trabalho e sustento de Credival e Raquel Carvalho, um casal de médicos, autênticos cristãos a serviço do Reino de Deus.
O centro de recuperação era na saida da cidade, já zona rural. As condições eram precárias, a estrutura deficiente e os recursos escassos. Apesar de já haver sido emitida uma regulamentação pela Anvisa, as comunidades terapêuticas ainda estavam em fase de adaptação e, além disso, os orgãos fiscalizadores, juízes, ministério público e até a prefeita, davam graças a Deus por existir gente como nós, que se importava, amava e sabia como fazer a recuperação, tirando das costas deles esse trabalho, feito voluntariamente e sem recursos públicos.

Ledir era viciadão; tinha 22 anos. Estivera internado conosco muitas vezes. Saia, depois de algumas semanas internação, sem concluir o programa, e retornava só de calção e alucinado, embora eu tenha dito a ele, em todas as vezes que ele saira, que nunca mais o receberia. "Conversa de pastor".
Nesta última vez que ele retornou as alucinações demoraram um pouco mais a passar. Ele havia balbuciado algumas vezes que alguém "estava tentando matá-lo" e "vou me matar". Nós, eu e os monitores, já tínhamos ouvido aquilo dele muitas vezes e não demos muita atenção.
Naquele domingo, após o almoço, Ledir passou por Ernanio, o monitor de plantão, e disse: "-Tomei veneno". Ernanio, conhecendo-o, não ia dar atenção mas sentiu o cheiro da química forte e confrontou-o imediatamente. Então saiu apressadamente em direção à casinha de ferramentas e encontrou um frasco vazio de Karatê, um piretróide, organoclorado, que não tem antídoto e imediatamente me ligou.
Apesar das condições precárias não havia desculpas para uma falha tão grande  na segurança de pessoas que não eram responsáveis por seus atos na situação em que estavam. Ninguém da equipe terapêutisa sabia da existência daquele produto e a porta da casa de ferramentas não tinha tranca.

-"Ponha o Ledir no carro e leve voando para o hospital. Te encontro lá!"

Ernanio teve o bom senso de levar o frasco vazio. Encontrei-o na portaria. Ele parecia assustado.
Entrei na sala de emergência e senti a tensão do ambiente. Havia quatro enfermeiras e o médico atendendo o Ledir; três delas tentavam segurá-lo enquanto uma fazia a lavagem estomacal. Ele era um rapaz forte apesar de usuário de drogas; foi difícil segurá-lo.
O Dr Paulo Elifas, médico de plantão, morador antigo da cidade e muito respeitado, chamou-me de lado e disse: -"O senhor pode avisar a familia e preparar-se para o pior. Estou apenas fazendo o procedimento de praxe mas isso não vai adiantar muito devido ao tipo de substância, o volume e pelo tempo que ele ingeriu. Não há mais o que fazer".
Naquele momento senti um peso enorme na alma. Confesso que não pensei somente na vida do Ledir; pensei também na repercussão que ia dar se ele morresse; pensei no processo que daria sobre a entidade e sobre mim; eu era o responsável; pensei no nome dos cristãos e da igreja, pensei no centro de recuperação fechando...o que seriam daquelas vidas. Pensei em tanta coisa...mas eu era o responsável; tinha que fazer alguma coisa!

De súbito eu disse ao médico: -"Pois o senhor faça tudo o que tem que fazer. Eu vou pra casa clamar ao meu Deus e ele mostrará que tem poder!". O Dr Paulo Elifas fez um muxôxo de indiferença; ele não cria em nada daquilo que eu disse e até eu tinha minhas dúvidas mas era o que eu sabia, podia e devia fazer.

No carro de volta pra casa eu delirava: -"O que eu fui dizer?".

Em casa clamei! Clamei e reclamei! Clamei pela minha vida,. pela do Ledir, pela obra, e até por uma provável fé futura da equipe do hospital pois eu havia dito em alto e bom som que Deus me atenderia. Esbravejei: -"...e agora eu já disse, eu já falei que O Senhor cura!".
Entreguei...eu fizera tudo que sabia e podia. Descansei. Agora era esperar.

Dois dias depois Ledir saiu andando e rindo do hospital. Tratei-o afetuosamente mas depois dei uma bronca nele pelo susto que nos deu.
O Dr Paulo Elifas hoje é convertido e diácono da Primeira Igreja Batista de Cacoal-RO.
A última noticia que tive do Ledir é a de que ele era obreiro numa casa de recuperação em Ji-paraná-RO.

Pr Julio Soder

sábado, 24 de outubro de 2009

Pisoteando o sangue dos mártires



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A igreja cristã sempre despertou sentimentos negativos nas pessoas. Desde o seu surgimento, no livro de Atos dos Apóstolos, tem sempre alguém se levanta contra ela. No episódio da conversão de Paulo vemos que aqueles que perseguem a igreja perseguem o próprio Jesus (At 9.4). O próprio Paulo lembra isso ao Coríntios em 1 Co 12:27. Os livros de história da Igreja mostram claramente que perseguições aos que servem a Cristo de verdade sempre existiram e infelizmente sempre vão existir. Aliás, 2 Timóteo 3:12 declara: “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”. Ser perseguido faz parte de ser cristão.
Mas essa perseguição tem várias maneiras de acontecer. Quem está familiarizado com os ministérios que trabalham com a chamada “igreja perseguida”, como Portas Abertashttp://www.portasabertas.org.br/ ou A voz do mártireshttp://www.vozdosmartires.com.br/ conhece o assunto mais de perto. Em grande parte do mundo nos dias de hoje a perseguição aos cristãos é algo real e cotidiano. Seja por motivos étnicos, políticos, teológicos ou simplesmente ódio ao nome de Cristo, pessoas são presas e mortas diariamente por causa da sua fé em Jesus. Por que isso ocorre? Porque o mundo não pode suportar a mensagem do evangelho.
Para a maioria das pessoas no Brasil, no entanto, essa questão é pouco relevante ou mesmo irrelevante. Na minha experiência dentro da igreja evangélica brasileira a maioria das pessoas acha que essas coisas não existem mais, que são experiências do passado. Muitos ainda criticam quando se fala sobre esses irmãos que sofrem por Jesus, alegando que lhes falta fé. Já ouvi alguns absurdos de pessoas que não tem noção do que realmente acontece no mundo. Parte desse desconhecimento e das críticas infundadas é por causa da teologia que parece predominar nos dias de hoje.

Com as mentiras sobre prosperidade e bênçãos constantes para todo aquele que seguir a Jesus se espalhando cada vez mais na TV e nos púlpitos, não é difícil entender porque falar de mártires é algo raro ou estranho para nós. Não é segredo que a Brasil vive um período de falta de exemplos, ausência de um herói nacional ou alguém que inspire sentimentos mais nobres no povo em geral. Isso já foi inclusive matéria de alguns jornais de revistas nos últimos anos. Seja no esporte ou na política, a impressão vigente é que não se fazem mais heróis como antigamente.

Isso também se reflete na igreja, ainda mais em uma cultura acostuma a procurar messias e esperar soluções imediatas de alguém de fora para os problemas que enfrentamos. A dura verdade é que a perseguição por causa de Cristo continua existindo e é crescente em alguns lugares do mundo. Inclusive no Brasil. No século 20, por exemplo foi registrado provavelmente o maior número de martírios da história. Esse é o argumento do livro By Their Blood: Christian Martyrs of the Twentieth Century de James C. Hefley e Marti Hefley(http://www.amazon.com/Their-Blood-Christian-Martyrs-Twentieth/dp/0801043956). Segundo esses autores dessa obra de 672 páginas a perseguição não está diminuindo, mas tende a aumentar. Usando noticias de jornais, levantamentos históricos e relatórios de agencias especializadas eles desenham um quadro em nada animador do presente e do futuro daqueles que decidiram seguir a Cristo de verdade.

Mas o mais impressionante disso é saber que essa perseguição pode ser revelada de muitas formas. Percebo que em muitos países vem surgindo há algum tempo um sentimento diferente. Basta ler o que se escreve sobre cristianismo hoje em dia, as constantes lutas declaradas entre setores da igreja que aceitam e os que rejeitam por exemplo, a homossexualidade como normal ou natural. Grandes contendas em denominações históricas vem acontecendo e tendem a continuar acontecendo. No Brasil, em especial nos blogs, podemos perceber um outro aspecto dessa divisão interna do cristianismo. Graças aos excessos, heresias e simples bobagens que são ditos em nome de Jesus, hoje em dia é fácil criticar a igreja, o corpo de Cristo. E assim as pessoas acabem confundindo o que significa realmente ser cristão e quem realmente se preocupa com a mensagem da salvação. E pior, muitas vezes as criticas surgem dentre os próprios cristãos pelo simples motivo de não se pensar da mesma maneira. Para alguns “cristãos” hoje em dia tudo aquilo que leva o nome de evangélico merece desprezo, todos os pastores são lançados na vala comum dos pilantras, aproveitadores e vigaristas e todo local que usa o nome de igreja deveria ser fechado. Alegam que está tudo errado e que deveríamos ir para outros locais louvar a Deus e acabar com a evangelização.
Embora haja muitos argumentos sólidos e motivos reais de preocupação pelo que uma minoria tem feito, essa perseguição ideológica não se sustenta. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento da realidade da vida que os cristãos de países como China, Coréia do Norte e Sudão deveria sentir-se mal pelo que é dito em terras brasileiras por esses “cristãos”. Enquanto lá e em muitos outros países anseia-se pela liberdade de culto, aqui essa minoria reclama da existência das igrejas. Enquanto lá se deseja ardentemente ter acesso a literatura evangélica e material para a edificação da fé, aqui se reclama do excesso de material e se despreza tudo o que pode parecer “lavagem cerebral”. Enquanto lá seguir a Cristo ou anunciar sua vinda pode custar a vida, aqui falar sobre isso é fanatismo ou ignorância.
Não estou exagerando, tenho vivido isso. Por exemplo, dias desses fui abertamente criticado por uma pessoa de minha própria denominação porque contei que estava pregando o evangelho num local de minha cidade parecido com a antiga FEBEM, que visa a recuperação de menores infratores. Essa pessoa iniciou um discurso sobre liberdade de culto e separação entre Igreja e Estado, mas no fim apenas disse que não gostava da idéia de ver o evangelho ser “imposto”. Considerando que ela nunca esteve na prisão nem conhece a realidade dos menores que atendo posso dar um desconto. Eu sei e muitos deles admitem que precisam muito do perdão e da graça de Deus, que seus crimes e vícios tem um preço alto aos olhos da sociedade e que tudo o que mais desejam é recomeçarem suas vidas, literalmente um novo nascimento. E quem conhece a Bíblia sabe que somente o evangelho de Jesus pode oferecer isso a eles. Acabo concluindo que muitas vezes o mundo está mais preparado para ouvir o evangelho do que a igreja está pronta para anunciá-lo.
A questão toda é que a mensagem que chega na mídia quase sempre envolve um outro evangelho. Um evangelho que despreza os princípios mais básicos do cristianismo e associa igreja, pastores e evangélicos a trapaças, intolerância, desonestidade, ganância e manipulação. Fazer isso é pisotear no sangue dos mártires, pessoas em todo o mundo que ao longo da historia derramaram seu sangue por causa da mensagem de Cristo.
Enquanto em muitos países fé não pode ser dissociada da vida, aqui muitos insistem para não se misturar o “sagrado” e o “profano”. E infelizmente o sentimento crescente é o de cristãos que se voltam contra cristãos, é de um outro evangelho sendo pregado no lugar do evangelho de Cristo, é de ver aquilo que a Bíblia ensino ser substituído por experiências e opiniões pessoais. Não me iludo a própria Bíblia disse em 2 Timóteo 4:3-5 “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas.Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério.
Sim, o sangue dos mártires está sendo desprezado e pisoteado toda vez que o evangelho é usado para beneficiar alguém, para enriquecer algum homem ou igreja, para se anunciar algo além da salvação em Cristo. Mas o mesmo ocorre toda vez que as mesmas pessoas que deveriam estar preocupadas com isso preocupam-se apenas em criticar a liberdade que temos e aqueles que anunciam as boas novas de salvação.


Fonte: Blog dos 30




terça-feira, 20 de outubro de 2009

CURTAS & GROSSAS do Pastor - 3



 A lista de coisas que escandalizam os crentes tem uma escala de valôres, no mínimo, estranha ao Reino. Tanto os escândalos quanto as lágrimas têm sido produtos da conveniência.






Pela prática da Igreja, parece que Deus ama o pecador incondicionalmente até ele converter, depois disso, o crente, para continuar a ser amado, tem que entrar no padrãzinho de santidade da comunidade cristã...então começa o inferno de novo!



O Islamismo promove, hoje, a vingança das cruzadas. É a nossa hora de morrer...cristão bom é cristão morto, em todos os sentidos.



Embora muitos achem o Julio Severo um paranóico, suas projeções a respeito do homossexualismo estão se cumprindo.



Continuo achando estranho por que a perseguição e violência aos cristãos no Oriente é tão pouco divulgada enquanto aqui basta mencionar algo contra o espiritismo ou associar homossexualismo ao pecado para ser processado.



Acho que só uma grande crise poderia purificar e libertar a igreja desta infame e ordinária teologia da prosperidade...e ela virá; quem viver verá...e chorará. Depois se regozijará em depender da provisão diária, "o pão nosso de cada dia".



O missionário é a pessoa mais feliz e mais "cabeça" do mundo. Ele não se importa com detalhes e diferenças culturais das pessoas. Ele vê as pessoas como alvo do amor de Deus. É por isso que ele não aguenta ficar muito tempo na congregação. 



Pastor como politico pode acarretar três coisas: O rebanho fica mal assistido ou o povo fica mal servido ou os dois.