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segunda-feira, 24 de maio de 2010
O mosquito e o camelo
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
O padrão de espiritualidade
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Hipócrita, Eu?!

Somos ótimos atores. Fingimos ser pessoas que não somos, ter virtudes e sentimentos que amiúde não temos, e nos esforçamos para crer naquilo que, muitas vezes, não cremos. Dizemos amar quando não amamos, sorrimos pra manter as aparências, quando na verdade temos o coração dilacerado. E aqueles que dizem ser verdadeiros, na maioria dos casos, apenas são atores melhores, com mais experiência e ensaio.
Toda essa desgraça está tão engranzada na gente, que já não é possível divisar a ação e a pessoa: Somos hipócritas, e fim de papo. Fechamos os olhos durante o louvor para parecer espirituais. Dizemos sentir a presença de Deus quando na maioria das vezes o que sentimos é apenas emoção. Damos o dízimo só para agradar o pastor.
Somos hipócritas quando vendemos milagres; somos hipócritas quando refutamos os camelôs da fé, só para posar de santinhos para a galera. Somos hipócritas quando não perdoamos, e somos duas vezes filhos do inferno quando perdoamos só para nos sentir superiores. Somos santinhos do pau oco, isso sim.
E neste ponto do discurso eu poderia dizer que estou cansado de hipocrisia e que nós, como homens e mulheres de Deus, deveríamos tirar a máscara e revelar ao mundo quem nós somos de fato, mas isso transformaria este discurso em um discurso hipócrita, pois “quem deseja tirar a máscara e sair do armário?” Mais vale um hipócrita enrustido do que um sincero morto. Sim, porque se revelássemos nossa verdadeira face e intenções, nossos melhores amigos se demudariam em desafetos, nossos casamentos ruiriam, nossos filhos nos odiariam, as comunidades se dissolveriam e seriamos condenados ao ostracismo social. Correríamos até, risco de morte!
Portanto, não sejamos hipócritas ao ponto de dizer que desejamos não ser hipócritas! Reconheçamos nossa hipocrisia e peçamos de Deus o perdão. Desejar eu não desejo, mas como cristão tenho o dever de ser verdadeiro, portanto, me esforçarei para ser sincero, me embuirei de valor e confessarei a todos os leitores deste blog: Eu sou um grande hipócrita, um verdadeiro facínora, um grande pecador, dono de uma mente devassa e calculista, de inclinações malditas (Como se você já não soubesse).
E que assinem embaixo, nos comentários, todos os hipócritas, devassos, bandidos, salafrários, sacripantas, facínoras, debochados, bandoleiros, mentirosos, impúdicos, que são tão pecadores que ninguém, exceto Deus, pode livrá-los dos portões do inferno.
Fonte: Púlpito Cristão
terça-feira, 28 de julho de 2009
Precisamos novamente de homens de Deus

Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação. Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos. Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.
A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado. Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.
O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.
Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens. E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo...
***
Fonte: Editora Fiel via Mulheres com Propósito. via Genizah
sábado, 25 de julho de 2009
Manipulação e domesticação de Deus
A
religião mágica, supersticiosa, mercantilista e interesseira está
procurando manipular Deus em favor de benefícios próprios, usando
mecanismos pseudo-religiosos. É a procura de entender a fé como um
seguro de vida, a todo risco. É um conceito avassalador da religião e
de um cálculo mercantil da prática religiosa, por demais comercializada
pela multiplicação de denominações religiosas que se espalham pelos
quatro cantos das ruas.
Procedem quantos se esquecem de que a fé
é um risco e uma resposta sem cálculo ao amor de Deus que em Cristo nos
amou primeiro e sem medida. A fé não é evidência deslumbrante, mas
obscura claridade que ilumina nosso titubeante caminhar.
Superstição
e culto mágico são fruto de uma fé malformada que confina a religião e
a imagem de Deus num estado primitivo. Consiste em querer aproveitar-se
de Deus, colocando-o a serviço dos próprios interesses e segurança, em
vez de procurar o seu serviço e o do próximo, em espírito e verdade.
Intentar manipular a esfera do sagrado em proveito próprio em vez de
colocar-se à vontade do Altíssimo é magia e idolatria refinadas.
Nas
religiões primitivas de cunho mágico e supersticioso os devotos dos
deuses ofereciam sacrifícios para aplacar sua ira ou lhes davam coisas
para mantê-los propícios. Mas, em nada esse culto comprometia a vida
pessoal, não convertendo o coração da criatura humana. Ainda hoje essa
atitude se repete entre não poucos que
se dizem cristãos. Infelizmente, o homem e o mundo atuais estão
marcados pela descrença, inclusive, às vezes, do ateísmo militante e
quase sempre do agnosticismo indiferente.
O grito “Deus está
morto, passagem livre para o super-homem” que, ao descer da montanha,
vinha apregoando o Zaratustra de Nietzsche, conjurou o surgimento dos
ídolos que querem ocupar o altar do Deus destronado. Na peça do falso
profeta armaram sua tenda de quinquilharias, o culto ao homem, o
domínio político, o abuso do poder central ou dos grupos de pressão, a
manipulação social, a exploração do semelhante, a violência, a
alucinação do sexo, do álcool e das drogas e o deus consumismo que é um
dragão de muitas cabeças e tentáculos.
Deve-se reconhecer que
para muitos o verbete “deus” é tão genérico e vazio de conteúdo que se
perde num difuso panteísmo. Deus criou o homem à Sua imagem e
semelhança; mas que adiantou, diz o famigerado Voltaire, se o homem lhe
paga na mesma moeda: criando Deus à sua imagem e a seu desejo?
Entretanto, a história revela que nós somos precisa projeção de Deus e
não Deus criação nossa: Deus é o molde do homem e este O reflete, mas
jamais O inventa.
Fonte: Pavablog
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O respeito pelo mistério

Ponderando sobre as regras de Deus para as questões humanas, devemos evitar dois erros comuns.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Encontrando a felicidade
*
Sempre que eu estou desapontado com alguma coisa em minha vida, eu paro e reflito sobre o pequeno Jamie Scott. Jamie estava tentando uma vaga no time da escola. Sua mãe me disse que ele havia colocado o seu coração nisso e ela temia que não fosse escolhido. No dia em que os alunos seriam premiados com um lugar na equipe, eu fui com ela à reunião que haveria logo após o término das aulas. Jamie correu até ela. Seus olhos brilhavam de orgulho e excitação. "Adivinhe, mamãe", gritou ele, e então disse aquelas palavras que ficaram gravadas como uma lição para mim: "Eu fui escolhido para bater palmas e animar o grupo."
*
A felicidade está à nossa disposição, tanto em grandes como em pequenas coisas. E o segredo para encontrá-la é estarmos diante do Senhor e dispostos a receber o que Ele tem preparado para nós. Nem sempre a felicidade está onde imaginamos que ela esteja. Podemos fazer grandes planos, alimentar sonhos gigantescos e ao final descobrir que não era o que desejávamos.
*
Quando colocamos os planos diante de Deus e aguardamos a Sua direção e bênção, temos a plena convicção de que seja qual for a resposta, nos trará grande regozijo e satisfação. Felicidade é estar no lugar que Deus nos coloca, fazendo aquilo que Ele nos determina e da maneira como Ele deseja que seja feito. Assim acontecendo, nada e ninguém poderá tirar o nosso prazer e alegria.
*
Encontrar a felicidade é encontrar Jesus. Nele não há solidão ou abandono. Com Ele todos os passos levam a campinas verdejantes e águas tranquilas. Com Ele no coração a tristeza se coloca à distância e jamais é convidada a entrar.
"Ó Jesus, agora e sempre, Tu és a nossa Alegria !"
sábado, 24 de janeiro de 2009
Mal-estar
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
O vinho está pronto

“Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põem-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam”. Mt 9:17
As mensagens de ano novo geralmente estão focalizadas nos acontecimentos que o novo ano nos traz. Os acontecimentos do novo ano, o vinho novo, não são novos por serem diferentes, mas por serem atuais. Também não temos nenhum controle sobre os acontecimentos que o novo ano nos traz. O ano novo trará o seu bem e o seu mal..."basta a cada dia o seu mal". A ênfase da mudança não está dirigida sobre o vinho, os acontecimentos, mas sobre os odres, nós. Nós, que somos os recipientes desse vinho novo, somos chamados a sermos novos para poder reter o vinho atual. Se não formos odres novos, novas pessoas, com a elasticidade e resistência de um odre novo, poderemos nos romper, perder o novo de Deus para nossas vidas e estragarmo-nos como recipientes das experiências que Deus nos reservou. O milagre não está em Deus nos dar acontecimentos diferentes ou agradáveis; não temos controle sobre isso. O grande milagre é entregarmo-nos na mão de Deus para que Ele nos faça novos odres. Assim tanto o vinho quanto o odre se conservam e exaltam o Criador, que faz tanto o vinho quanto o odre.
Pr Julio Soder
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
O véu foi rasgado

O poderoso significado do fato de o véu do templo ter sido rasgado ainda não foi compreendido adequadamente pelo povo de Deus. Este é um dos fatores da fraqueza e mediocridade espiritual no nosso meio. Muitos de nós ainda não sabem valorizar a sua liberdade, pelo contrário, têm medo dela.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O pior cego é o que não quer ver

A corrupção e a perversidade humana chegaram a um nível que ultrapassaram as soluções humanas. Basta dar uma olhada ao redor. Não precisa ser muito inteligente e nem de uma revelação especial para perceber que os sinais escatológicos estão se cumprindo de maneira muito precisa.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Controvérsia no Cenáculo
A sessão se fez necessária tendo em vista o baixo nível espiritual da Igreja e de seus líderes e, antes que a situação se transformasse num "Deus nos acuda", o Colégio Apostólico decidiu reunir-se para definir os padrões mínimos de espiritualidade e ética.
A medida tornou-se necessária pelo fato de o povo cristão ainda não saber andar no Espírito, tão acostumado que está a andar na lei.
As opiniões divergentes ficaram divididas entre a ala dos conservadores e a ala dos liberais.
Alguns apóstolos alegavam que isto não levaria a acordo nenhum devido a algumas posições de ambas as alas que eram inegociáveis.
- Todo aquele que crê na inerrância das Escrituras tal qual foi escrita e interpretada segundo a boa exegese e no seu poder libertador, salvador e transformador das suas verdades com fé pura e simples deve se posicionar-se à ala conservadora. Esta posição, deixa claro o relatório, é ultra conservadora, simplista e "bitolada".
- Todo aquele que questionar as Escrituras e interpretá-la segundo a boa exegese, levando-se em conta a cultura, a cosmovisão e a capacidade de obediência de cada um deve posicionar-se à ala liberal.
- Todo aquele que não estiver disposto, em nome da graça e da misericórdia, a aceitar, relevar e justificar os paradoxos, pecados e fraquezas humanas, ensinando-os a aceitarem-se como são, dando-lhes paz, como no caso dos irmãos que criticaram a irmã oxigenada, que se tornou atéia por causa de uma experiência religiosa pessoal negativa, e tentar transformá-los através das simples verdades bíblicas, consideradas pelo consenso geral como "clichês" e "chavões", deverá posicionar-se à ala conservadora.
- Todo aquele consciente de sua liberdade em Cristo Jesus e que dá publicamente à carne o que ela gosta, em nome da graça, da misericórdia e da autenticidade, e que ainda faz alarde disso sem se importar se isso escandaliza ou enfraquece a fé dos seus irmãos ou dá má fama à igreja, segundo os costumes locais, devem tomar sua posição junto a ala liberal.
Não sei...só sei que quando cheguei aqui ele já estava.

Ao contrário daqueles que vêm demônios atrás de cada árvore, prefiro ver Deus em tudo. Afinal de contas toda iniciativa é dEle. Quando nós tomamos consciência e respondemos, já estamos a meio caminho andado do Seu plano. E achamos que é aí que começa a nossa história. Ainda nos vemos no centro da história. Ainda não temos noção das idéias que o nosso orgulho é capaz de produzir.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Falar é fácil

Pr Julio Soder
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Nossas reações alérgicas
Alguns reagem à igrejas que fazem as coisas de modo simplista e desleixado, outros à igrejas que fazem tudo 'com excelência'. Tanto num caso como no outro, uma reação negativa pode ser fatal.
Um amigo afirmou com sabedoria: “Você está tão doente quanto o demonstra sua reação”. Como acontece no caso de alergias, o número de coisas contra as quais reagimos e a intensidade de nossas reações, revelam o quão maior é a possibilidade de que nossa alma venha a adoecer e nosso ministério venha a se tornar amargo.
Eu já vi isto acontecer com muitos de meus amigos. Lembro-me de um deles que, numa ocasião em que estávamos reunidos num grupo, nos confidenciou o seguinte: “Eu sou motivado pela competição, pelo desejo de ter a maior e mais criativa igreja. Sou impulsionado pela necessidade de ser relevante”. Então outro amigo pastor lhe respondeu: “Esta motivação irá lhe destruir um dia. Você precisa tratar isto”. “Você provavelmente está certo”, ele replicou. Mas nunca tratou a questão, pois de certa maneira, era aquela ambição que o mantinha caminhando adiante. Sua profunda reação contra igrejas pequenas, chatas e disfuncionais o levou a abraçar um estilo de pastorado onde sua vida pessoal era descuidada. Com o tempo, ela se deteriorou e acabou por destruir seu ministério. Ele era um bom homem, mas caiu na armadilha da reatividade.
Outro amigo nutria uma forte reatividade contra o legalismo. Tal coisa o irritava com indignação, pois tornava a vida cristã tensa e sufocante ao invés de alegre e arejada. O legalismo – ele bem sabia – deforma as comunidades tornando-as mesquinhas em lugar de misericordiosas. Motivado então por esta santa indignação, ele decidiu fazer de tudo para evidenciar seu distanciamento deste mal. Um palavrão acidental ou um copo de cerveja de vez em quando talvez não lhe causassem maior dano se o seu comportamento não se fundasse numa reação tão forte contra o legalismo. Mas logo ele estava usando uma linguagem obscena que ultrapassava em muito a linha do bom senso, fazendo com que as mulheres se sentissem inseguras e os homens se sentissem impuros. Porém o golpe fatal em sua credibilidade foi desferido pelo modo excessivo como consumia bebida alcoólica. Já teria sido ruim o bastante se sua reatividade contra o legalismo tivesse arruinado apenas seu ministério. Mas infelizmente ela arruinou também as vidas espirituais de vários membros de sua comunidade.
Enquanto algumas pessoas reagem contra a mediocridade e o legalismo de algumas igrejas, outras pessoas – sinceras e cheias de sabedoria e profundidade – reagem contra as megaigrejas, as quais percebem como impessoais e rasas. Em sua reação exagerada contra a “imagem empresarial” que estas igrejas tendem a projetar, falham em estabelecer limites “profissionais”, o que freqüentemente resulta em esgotamento pessoal e fracasso familiar. O modo como reagem contra a superficialidade os leva a um tipo de elitismo, que estranhamente se orgulha do fato de serem compreendidos por umas poucas pessoas apenas. Em sua reação contra a organização de tipo empresarial, descuidam do bom gerenciamento da igreja e, por vezes, encontram-se impedidos de levarem adiante os planos da comunidade; isto quando não se encontram endividados.
Alguns reagem a igrejas que fazem as coisas de modo simplista e desleixado, outros a igrejas que fazem tudo “com excelência”. Alguns reagem contra “liturgias mortas” enquanto outros reagem a “carismania”. Ex-fundamentalistas podem reagir ao passado tornando-se relativistas e agnósticos. Ex-liberais podem tornar-se fundamentalistas rígidos. O grande problema, contudo, não são nossas reações exageradas em si mesmas, mas nossa dificuldade em percebê-las e nomeá-las. Pois, em geral, não estranhamos aquilo que é socialmente aceito. Aqui é onde nossas denominações e redes de relacionamentos podem criar problemas para nós: estas reações exageradas quando compartilhadas entre as pessoas de um grupo podem tornar-se distintivos de honra. O líder que reage mais fortemente contra a alergia compartilhada é visto e admirado como o mais fiel e corajoso. Inconsciente de sua reatividade, tal líder acaba conduzindo outras pessoas numa direção equivocada, rumo a um destino que não corresponde àquele para o qual as pessoas pensavam caminhar.
é claro que a reatividade mais difícil de detectar é a minha própria. é, sem dúvida, uma das traves em meu olho que posso tolerar ao passo que me angustio com os ciscos não tratados nos olhos dos outros. Mesmo enquanto escrevo estas palavras alertando contra o perigo da reatividade, encontro-me suscetível a ela, assim como você também se encontra enquanto as lê e balança a cabeça concordando com o que digo (ou não).
O que fazer?
é tentador apresentar o auto-exame como a resposta para esta situação, mas o que aconteceria se os critérios com base nos quais eu me auto-examino estivessem também contaminados por minha reatividade? Alguns de nós fomos abençoados com uma boa capacidade crítica, a qual pode ajudar na identificação de nossas áreas de reatividade. Mas é possível que nós tentemos reagir contra as críticas. Afinal, nossas áreas sensíveis não exercitariam sua própria reatividade? Poderíamos apresentar o estudo da Bíblia como a resposta, uma vez que a Bíblia possui um incrível equilíbrio que nos serviria de referência. Mas, como nós todos sabemos, é muito fácil focarmos somente naquilo que reforça nossa reatividade e deixarmos tudo mais escapar.
Possuir um diretor espiritual ou um amigo de confiança de outra tradição teológica pode ajudar muito. Também pode ajudar uma amizade com alguém que não seja membro de nossa igreja, ou que seja adepto de outra religião, se dissermos para esta pessoa: “Por favor, se você perceber que estou reagindo mal, fale-me sem rodeios”. Talvez não exista uma proteção segura o bastante contra a insensatez, da qual a reatividade é uma forma. Mas podemos admitir que os melhores entre nós sejam também passíveis de ter reações negativas e então possamos buscar nos proteger não apenas daquilo contra o que reagimos, mas também de nossas próprias más reações. Isto nos colocará num caminho, se não de segurança, de vigilância certamente.
Brian McLaren
Fonte: Cristianismo Hoje





