
Se levarmos em consideração os fundamentos e conceitos básicos dos grupos "religiosos", os cristãos sempre serão considerados os mais intolerantes. Isto se deve ao fato de a quase totalidade desses grupos considerarem a religião como uma válvula de escape para o homem, não importando qual seja.
Para o cristão não é assim. Ele considera a sua crença, revelada pela bíblia, a verdade. A única verdade. Ele pode conviver, relacionar-se e amar pessoas de outros grupos religiosos mas jamais aceitar os seus deuses. Por isso é impraticável para ele participar de um culto ecumênico sem ferir-lhe a consciência. Para o cristão só existe um Deus, em três pessoas, revelado e centralizado na pessoa de Jesus Cristo. Para ele, nestas questões espirituais, qualquer coisa fora disso é engano e mentira.
É nesse pensamento que ele tenta mudar e , às vezes na sua imaturidade, até impor a sua fé aos outros, pois para ele, quem não recebe Jesus Cristo, o único caminho para Deus, está irremediavelmente perdido. O cristão convicto jamais cederá um milímetro desta verdade.
Os cristãos já foram bem mais intolerantes. Não somente na questão da sua convicção interior mas também na tentativa criminosa de impor seu pensamento ao mundo. As cruzadas são um exemplo vergonhoso da história da igreja.
Hoje, noutros tempos, no qual os direitos humanos ganharam seu lugar e em que a liberdade religiosa e de pensamento evoluíram, nota-se na prática um certo retrocesso e desequilibrio.
Parece que a situação remete a uma certa vingança contra a intolerância que os cristãos praticaram no passado.
Vê-se na mídia, inclusive e principalmente nos blogs, pessoas desfilando verdadeiras bandalheiras contra o Deus dos Cristãos. Citações ateístas e zombeteiras a respeito da fé cristã, sob os aplausos, delírios e justificativas de ser em nome da arte. Como se arte fosse isenta de sentido crítico e tivesse que aceitar qualquer coisa. Mas até aí nada há de estranho, pois a liberdade religiosa e de pensamento permite que as pessoas pensem diferente e possam manifestar a sua opinião.
O problema na verdade se verifica quando os cristãos resolvem dar a sua opinião. Elas são taxadas de intolerância religiosa e combatidas até ao ponto de processo jurídico. Quer dizer, eu tenho que respeitar a opinião do outro mas ele não precisa respeitar a minha opinião. Isto é visível de forma escancarada na "lei da homofobia". Parece que há aí uma pesagem desproporcional.
Este é apenas um dos exemplos. Quando um intelectual ou artista, exprime uma opinião que denigre o Deus e a fé cristã e ele encontra uma opinião discordante, os críticos de plantão saem em defesa dele com paus e pedras, alegando intolerância, liberdade de pensamento e pasmem, o fato de o sujeito ser um artista brilhante ( não sabia que a arte dava ares de infalibilidade). Quer dizer, de novo ele pode dizer o que pensar mas o cristão, não.
E os cristãos é que são os intolerantes.
Apesar de toda a armação e falácia sobre a intolerância religiosa o grupo que está no momento, no mundo, sendo processado, preso, torturado e morto por aquilo que crê são os cristãos.
Pr Julio Soder